E hoje é dia de apresentação de trabalho na Jornada Acadêmica do IFRJ!
Mapa mental e slides prontíssimos!
quarta-feira, 20 de julho de 2016
domingo, 3 de julho de 2016
Como eliminar a procrastinação?
Uma querida me encomendou a
postagem sobre procrastinação.
Rafaela trabalha com equipes e
entende bem que nós mesmos nos boicotamos e é desse ponto que quero partir.
Vários estudiosos da gestão do
tempo e da psicologia positiva apontam para o grande problema da
procrastinação.
Para mim, o cerne dessa questão é não se levar a sério. Um exemplo:
minha mãe brigou comigo porque ela que paga minhas contas sempre (eu dou o
dinheiro, tá!?) e quem paga as contas do meu companheiro sou eu. Ela estava
chateada, com razão. E aí que ficou ruim
para o meu lado. Ela parou de levar as contas para o banco. E Eu? Não paguei. E
as contas do Gustavo? Todas pagas em dia. É bebé, foi aí que eu saquei minha
tendência e ser mais comprometida com os outros do que comigo mesma!
Quem tem esse probleminha,
levanta a mão!
Percebi que o lance da
procrastinação na Vida Acadêmica e na Vida Real é tudo mais ou menos a mesma
coisa. O trabalho acadêmico tem prazos estranhos, às vezes curtos, às vezes
longo, mas no final, as pessoas geralmente terminam de escrever em “cima do
laço” e não com um espaço que te permita a dignidade daquele olhar de
tranquilidade e organização (raro, né!?)
Minhas dicas para desenrolar sua
vida e evitar a procrastinação:
1- Leve-se a SÉRIO, VOCÊ É
IMPORTANTE!!! SEUS PRAZOS SÃO IMPORTANTES.
2- Defina com clareza o que é
importante e o que é urgente. Insira as coisas importantes na sua rotina. Não
deixe para o último dia, você merece viver! Úlceras, insônia, enxaqueca e
estresse, em alguns casos, podem ser MUITO evitadas com uma vida mais calma.
3- Escreva uma lista de “Coisas
muito importantes” para serem resolvidas na semana. As coisas mais difíceis
primeiro.
3.1- Se algo for complexo,
desdobre em ações menores. Exemplo: estou escrevendo um curso, isso não vai
ficar pronto em um dia (Que pena né?). Então eu recorto partes menores.
Pesquisa de figuras, fonte, escrita de textos... Um pouquinho cada semana.
Separo 2 horas semanais para esse projeto que é importante para mim.
4- Prepare-se um dia antes. Vai
para a academia e sempre tem preguiça? Separe a roupa no dia anterior e coloque
na bolsa (Leia isso mil vezes, Juliana); Amanhã tem que levar um livro? Arruma
na bolsa hoje à noite. Enfim, entendeu, né!?
5- Faça um programinha de
recompensas. Se conseguir resolver algo, dê-se uma coisa legal de presente. Eu tinha uma
lista gigante de coisas que eu procrastinei (MUITO) na minha vida. A pior?
Difícil... Levei 8 anos para pegar o diploma de formatura da licenciatura,
fiquei 10 anos para encerrar a conta em um banco (sacou meu nível?), Levei um
ano para a entregar a versão final da minha dissertação na biblioteca...Acho que
tá bom, né!?
Eu sou uma procrastinadora em
recuperação, se eu consegui, você pode também! Caso você seja assim, claro. Caso
não, parabéns mesmo!
A dica blaster para mim, que eu
aprendi a duras penas é...
Não troque a recompensa de
resolver algo que vai desenvolver sua vida por uma recompensa imediata e sem sentido. “Não vou porque to vendo um programa legal na TV”, “Vou amanhã porque
vou dormir mais um pouco”, “Mês que vem resolvo isso”.
Faça um cronograma, se leve a
sério.
Com amor,
Ju.
PS: Esse quadro é bem bacana.
Está em inglês. As frases são curtas. Se você não domina o idioma, vale a pena
traduzir no google translate mesmo.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Artigo sobre nosso blog!
Oi, galera. Tudo bem?
Tenho uma super
notícia! Escrevi um artigo sobre o blog sob o título: “INTERAÇÃO
E LINGUAGEM NA CONSTITUIÇÃO DE UM BLOG DE ESCRITA ACADÊMICA”, para uma Jornada Acadêmica do IFRJ. Como é um
evento mais aberto, com possibilidade de trabalhos mais curiosos e por ter um
eixo que se assemelhava ao que eu estava procurando há um tempinho, inscrevi.
E, adivinha? Aceitaram!
Estou
super feliz! Já falei que este blog é importante para mim e escrever nele e
sobre ele tem sido um prazer. Receber mensagens que dizem o quanto o blog tem
ajudado, me faz muito realizada.
Obrigada
por fazerem parte disso.
Obrigada
mesmo, viu!?
Com
amor,
Ju.
PS: Vou
disponibilizar em breve o artigo na íntegra para quem quiser ler.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Como fazer anotações úteis- parte 2
Oie. Tudo belezinha?
Eu vou bem e cada vez melhor!
Bem, continuando nosso último
assunto, vamos conversar um pouco mais sobre anotações úteis. Amei cada
comentário de apoio. Minha mais sincera gratidão.
Resolvi então pesquisar um pouco
sobre minha técnica mais amada de anotações: O Mapa Mental, ou Mind Map. Essa técnica foi patenteada há
mais de 35 anos pelo psicólogo Tony Buzan, um cara que fala muito sobre
produtividade em diferentes campos.
Poucos sabem, mas fiz um curso aos 11 anos (sim, aos 11, eu queria balé, mas minha mãe...) de leitura dinâmica, com base nas técnicas desse cara. Ele então é um velho conhecido meu. Como foi fazer esse curso? Aha, imagina, beibe, você com 11 e o restante de sua turma com 40. Noooooossa, foi muito maneiro. Ou melhor, como diz meu filho, foi muito maluco. Odiei, mas até que eu leio rápido.
Poucos sabem, mas fiz um curso aos 11 anos (sim, aos 11, eu queria balé, mas minha mãe...) de leitura dinâmica, com base nas técnicas desse cara. Ele então é um velho conhecido meu. Como foi fazer esse curso? Aha, imagina, beibe, você com 11 e o restante de sua turma com 40. Noooooossa, foi muito maneiro. Ou melhor, como diz meu filho, foi muito maluco. Odiei, mas até que eu leio rápido.
O Mapa mental faz parte da
metodologia de trabalho do Buzan. Ele dá dicas legais para a utilização prática
de armazenamento e recuperação de informações e busca trabalhar em sinergia com
o cérebro. Isso significa que, quanto mais você usar seus níveis de
conhecimento, mais eles aumentarão. (BUZAN, 2009)
O objetivo do Mind Map é ser um modo SIMPLES de
transmitir informações, a partir de palavras-chave. Essas palavras-chave:
1- Ativam o tipo certo de
lembrança;
2- É prática, portanto não é
muito descritiva, abstrata nem geral;
3- Traz à mente uma imagem
específica;
4- Satisfaz a pessoa;
5- Tem capacidade de resumir
informações.
Para mim, Mind Map é a melhor técnica para usar em resumos de livros, artigos
e outras informações escritas. Como
falei no último post, para informações orais prefiro a metodologia de Cornell,
como já justifiquei. Lê lá!
Uso Mind Map também para planejar minha semana e meu mês. Eu acesso
mais rapidamente as informações quando elas estão em algum sistema de esquema
estruturado. Lista, Mapa Mental e iconografias funcionam muito bem para mim.
Sim, eu desenho. Igual minha
cara, claro. Nos livros que leio (já foram 33 em 2016. Acho que vai ser a
primeira vez que vou bater a meta de 50 em um ano. Oremos) tem várias carinhas
desenhadas. Se a maioria é carinha feliz? Claro que “daum”. Eu sou uma
acadêmica, confusão é meu sobrenome.
Voltando ao assunto, para resumos
de livros, tenho um caderno e uso uma página para cada mapa de livro. Assim,
tenho tudo arquivado e acesso rápido quando preciso. E mais importante NÃO
PERCO. O importante nesse registro é não
escrever muito, se você usar frases curtas e abreviaturas, vai estimular
seus centros de memória a completar a informação e, consequentemente, se
lembrar do que precisa.
Rafaela, amiga dos tempos de escola e diretora de Mercado de Beleza,
você pode adaptar essa metodologia para registro de procedimentos, técnicas,
produtos, marketing e o trabalho com seus grupos (Juro que tô trabalhando no
tema que você me encomendou J).
Os Mind Maps de planejamento do mês ou semana eu sempre escrevo em um
caderninho que sempre anda comigo. Nele aponto gastos, escrevo lembretes,
orçamento, listas de coisas que tenho que fazer, meu bullet journal, essas coisas que são chatinhas, mas dão um super UP
na sua produtividade e clareza na sua vida.
Estou fazendo uns Mind Maps no
Prezi, que estou gostando muito. Depois eu mostro, são posicionalmente
favoráveis às recordações das informações, uma vez que o esquema espacial,
possível no programa, é uma forma virtual dos caminhos que nossos sistemas de
armazenamento natural se estruturam. Uma coisa dentro da outra, e uma terceira
na sequência, enfim... um esquema que te favorece, sem dúvidas.
É isso por hoje, querid@s.
Minha professora de inglês
maravilhosa perguntou por que eu tinha um blog, se dava trabalho, o porquê de
ser sobre escrita acadêmica... essas coisas. E tenho pensado muito sobre isso.
Mas não há dúvida que para mim, é um instrumento de divulgação científica.
Democratização acadêmica mesmo. As panelinhas existem? Claro. Eu mesmo faço
parte de várias (Meu sincericídio é óteeemo). Mas que os espaços sejam cada vez
mais abertos e acessíveis a todos. Que não seja tão difícil pra você quanto foi
para mim.
Com amor,
Ju
![]() |
| Livro-referência desse texto |
terça-feira, 14 de junho de 2016
Como fazer anotações úteis
Oi, amig@s!
Tudo bem? Eu tô bem e cada vez
melhor! E viva as afirmações positivas para animar a semana!
Semana passada, como de costume,
fui ao grupo de pesquisa do outro lado do mundo, perdendo 5 horas da minha vida
no trânsito e, dessas, 2 foram dentro de túneis...maravilha, né!? Mas tive umas
ideias bem razoáveis para dividir aqui com você.
Nossa discussão era, entre outras
coisas, sobre leitura e análise de gráficos PAH! Sabe o que é um gráfico PAH?
Não? Ahahaha, é aquele que quando você olha, você olha de novo, e de novo e
pensa PAH! Só pode ser uma pegadinha, “num intendi nada, manhê”. Então, era
desses que estávamos falando.
E eu - nerd que sou - anotando desesperadamente tudo. Uma colega ao
lado ficou colando minhas anotações e fazendo perguntas. Eu percebi que fazer
anotações não é uma coisa tão simples e que os sistemas de classificação e
organização diferem muito de pessoa pra pessoa.
Durante uns vinte anos (tá, uns
trinta) meu sistema de organização era múltiplo e variado (ainda bem que minha mãe não me lê!).
Guardava livros escolares embaixo da cama e só os desarquivava depois de levar
uma anotação na agenda por não leva-los há um mês, perdia meus diplomas dentro
de casa, dessas coisas legais que a gente quer se matar quando precisa. Um belo
dia, tive que tirar a segunda via do meu título de eleitor, que na verdade era
quarta via. E nesse belo dia “decidi mudar”.
Os meus passos são lentos, mas
dão certo.
Há alguns meses ( quase isso, uns
4 dias) estou testando um novo método de anotações. Chama-se Método Cornell (Gente, tô com um
orgulho de mim, escrevendo essas coisas sérias... J) Pois bem, esse método foi
desenvolvido pelo professor Walter Pauk, em 1950, na Universidade de Cornell (e eu quebrando a cabeça desde
os três anos para saber o que vai cair na prova). Esse método de organização da
escrita tem eficácia comprovada no acesso à memória curta (É pra glorificar de
pé!). Ele é eficiente para o registro de
reuniões, aulas, palestras, fichamentos e coisas do gênero.
Vou botar uma fotinho pra vocês verem
do que estou falando:
Existem vários
modelos, mas esse é o esquema-base. O esqueleto do registro é separar uma folha
em duas colunas e uma caixa abaixo. Na coluna da esquerda, anotamos os tópicos
os temas, na direita, anotações, dúvidas, comentários e frases-síntese. Na
caixa de texto abaixo, um breve resumo.
Eu prefiro
especificamente o método Cornell para registro de exposições orais
porque não sabemos com segurança qual será o próximo passo. Nesse caso, meu
amor- maravilhoso- fofinho do mapa mental, deixa a desejar. Vai que eu puxo um
tópico que não era tópico, que era apenas um comentário que fugiu do tema?
Oremos e analisemos pessoal. Fica a dica!
Queria fazer
uma série de postagens sobre como fazer anotações produtivas. O que acham?
Muito chatão? Quem sabe um dia eu escrevo sobre moda, #sqn. É o que tem pra
hoje.
Espero que você goste.
Com amor,
Ju.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Como escrever um memorial acadêmico?
Oie! Tudo bem?
Bem, eu to ótima. Lendo como jamais li. Já estou no "rumo aos 25!" em 2016. O assunto do Mindfulness pra mim ainda é o melhor, mas gestão financeira e produtividade tem tido efeitos drásticos em minha vida. Recomendo!
Vamos lá!
Uma maravilhosa amiga pediu para
eu escrever sobre escrita de memorial.
Memorial é um formato específico
e menos formal de apresentação de trajetória de vida e/ou profissional bastante
pedido para ingresso em cursos avançados e concursos. Eu tenho uma boa
experiência com memoriais, mas poderia ser ótima. Estudei sobre isso e reuni
alguns apontamentos sobre como fazer um memorial supimpa de excelência
(!).
- Insira uma citação bacana que
fale sobre contar sua própria história, tecer redes de saber, aprender,
construir, olhar para trás, essas coisas... Arruma o texto e causa uma boa
impressão. Um trechinho de poesia também é bem chique.
- Coloque-se. Essa é minha
dificuldade. Eu não gosto de escrever sobre minha vida pessoal, ainda mais para
estranhos/avaliadores. Meu marido se chama Gustavo Lima, entende que eu tenho
que me preservar!? Hahahahaha.
Sério. Escreva um pouco com o coração, conte sua trajetória com alguns elementos emocionais. Conte sua
história, mas não apele. Nada do tipo “Preciso entrar nessa pós porque me sinto
deprimida e sem foco na vida” Pelamordedeus!
Algo como “a busca pelo conhecimento científico é também a busca por mim mesma”
ou “a pesquisa me move a ler o mundo com mais sensibilidade”, fica legal.
Entendeu a diferença?
- Enumere num Mapa Mental (A-M-O)
todos os seus cursos e certificações, com as devidas comprovações. Se o edital
pedir, você já copia na exata ordem que aparece citado no seu memorial. Se você
fez um curso de telemarketing em 1998 e acha que não tem sentido citá-lo,
beleza. Tranquilo e favorável. Escreva apenas sobre o que você acha que faça
sentido para o pleito da vaga, ainda que você coloque nas comprovações o
certificado de algo que não citou.
- Se você tiver alguma relação com a instituição, por menor que seja,
ou mesmo com entidades parceiras, escreva isso no seu memorial. Fiquei sabendo
ontem pela presidente da banca de admissão ao meu concurso que se eu tivesse
escrito a experiência de uma extensão de 10 anos atrás eu teria ganho mais
pontos e credibilidade. E o que eu fiz quando ouvi isso??? Morri, claro. DUhhhhhh!
Um dia eu aprendo!!!!
- Faça algo de em média 4 laudas.
Seu avaliador quer ter a ideia ampla sobre se sua trajetória combina com a
vaga. Não fale sobre suas férias de 2001. Nem sobre a cirurgia que sua tia fez.
Aliás, nada de mortes. Nada de doenças. Conte uma vida leve, rs... Você também
deve mostrar que vai dar contar do trabalho/estudo. Se sua vida for um caos,
pode pegar mal. Deixa para contar depois que você passou.
- Um parágrafo para cada
experiência de trabalho ou estudo relevante é uma boa média. Se você achar que
algo é muito importante, não faça nada muito maior que três parágrafos.
- Não escreva informalmente, como
eu escrevo aqui, por exemplo. Eu tenho um blog, escrevo como se estivesse
falando mesmo. Mas memorial é menos formal, o que não significa informal. Use
palavras adequadas e nada de trocadilhos.
- No final, escreva na cara de
pau que nos horizontes de seu caminho
você vê que pode contribuir para a instituição, para a construção de saberes,
tecendo fios em prol da sociedade brasileira e outras coisas bonitas que
você sabe escrever. Deixe claro que você é super ótimo(a) maravilhoso(a) para a
vaga. Que eles vão perder se não te aprovarem. Eu sempre digo que sou
maravilhosa, uns acreditam, outros não. Eu tento. J
- E, no caso de arguição sobre o
memorial, leia antes. Se você já fez muita coisa na vida, pode se confundir.
- No ato da entrega, leve uma
cópia extra. Já aconteceu de uma suplente querer ler também e eu tinha essa
carta na manga, quer dizer, na pasta (Ô, Glória!).
- Leva com capinha plástica (pode
chover, tá!?) e também coloca o símbolo da instituição na primeira página. Dá
credibilidade. Não sabe o símbolo? Procura na net, ser de luz!
- Ah, lê para algum humano. Não
ria, eu lia para o meu falecido gato, Jorginho Alessandro. Ele me desprezava,
igual minha banca da primeira pós lato
(Se vc foi dessa banca, te desejo muita luz pq vc precisa, tá!?). Mas...os
humanos bons, podem te dar ideias sobre um fragmento que não está claro. Quando
escrevemos sobre nós, corremos risco de atropelarmos episódios importantes
academicamente. Leia para um (a) amigo (a) que esteja prestando atenção (!) e
ele pode te ajudar.
- Olha ANTES para as necessidades
de sua impressora ou ela pode se
vingar de vc na hora “H”. E não fale em voz alta que precisa dela naquela
semana. Impressoras são sondas alienígenas rancorosas. Eu mando muita luz e
amor para a minha (Tá vendo, Priscilla!?)
É isso, espero que esteja legal,
PatyStar.
Espero que vcs gostem.
Com amor,
Ju.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Como decorar autores?
Oi,
amig@s. Tudo beleza?
Gente, o último texto foi um bombou! Se eu tivesse a menor ideia do que eu escrevi que foi legal, eu juro que repetiria...rs...Sério. Mas...
Esse
texto foi o primeiro a ser encomendado no blog. Minha amiga de carnavais, Mari,
a palinologista (!) que está num programa super duro de doutorado, me pediu que
escrevesse sobre a “decoreba dos paranauê”, o que defino como um sistema de classificação autor-obra-data,
que tem como finalidade, facilitar a associação mental e nos fazer recordar com
mais rapidez para fins mais voltados a fala, especialmente com obras que
lidamos continuamente.
Estudei
meses sobre isso e sabe aquele encontro do grupo de pesquisa que falei semana
passada? Gente, aquele foi um dia de milagres! Acredita que eu tive uma ideia
sobre isso também??? Tá certo que na volta eu perdi 2 ônibus e mofei por 1 hora
no ponto e xinguei desconjurei o
fato de ter ido para a UNIRIO, mas...passou. Ufa.
Enfim...
antes, eu falei que esse sistema é muito mais voltado para a fala. Por quê?
Bem, na hora que você escreve geralmente você tem mais tempo para uma consulta
e referência cruzada, mas na hora de falar... Gaguejou, perdeu. Na sustentação
de argumentos então...uh...
Mas
vamos lá, esse sistema autor-obra-data eu apliquei aos autores que trabalhei no
projeto do doutorado. Após a escrita do texto de forma criteriosa e sob os
critérios científicos necessários que vocês já tem ideia, estruturei um
curto mapa mental de cada autor citado, usando como esqueleto as referências do
trabalho. Por exemplo, Bourdieu,
livro X, 1983, designa juventude como blá, blá, blá, o centro de sua questão é
o conflito de gerações (isso feito como mapa mental- veja nos posts
anteriores se não sabe do que eu estou falando).
Fiz
isso com todos os autores. E super valeu a pena. Depois que você termina (eu
fiz tudo em 3 folhas de papel), você faz o que eu chamo de leitura com
intenção. Eu leio, dia sim, dia não, por uns 4 dias. No quarto dia, você já
pegou o esquema! Isso se você não tiver uma memória fotográfica, como eu. Por que
se você tiver, acho que em um dia resolve. O segredo é o mapa mental sucinto.
Quanto menor e mais objetivo, mais seu cérebro é capaz de fazer uma associação
rápida e algo que seja consistente e prolongado no seu sistema de memorização,
que mergulha completamente na compreensão e na associação.
E
outra questão é a possibilidade de, ao ver um esquema individual para cada
autor, você posicionar ele corretamente
nos tempos e espaços que ele estava ao levantar determinado conceito. É
bastante útil, a meu ver.
Cada
dia estou mais convencida de que nada é questão de intensidade, mas de
constância. Fazer um pouco por dia é muito mais vantajoso do que o intensivão
do “vou terminar aquela droga hoje”! (Já chamou de droga, acha que vai dar
alguma coisa certo?!)
Pois
é, esse esquema de memorização por associação a mapas mentais tem me dado
bastante credibilidade com meus pares e ímpares. O fato de você se dedicar alguns
minutos a mais, tem grande impacto na forma como você se apropria daquele
autor. Falar com destreza é uma arte e, como todas as artes, o que precede deve
ser a prática, com amor e método, sempre.
Não
posso deixar também de deixar os créditos para minha avó, linda, professora
leiga da escola rural, escritora, administradora da família e da igreja e,
sobretudo, uma florzinha. Ela me descreveu com detalhes como decora os versículos
bíblicos e usei muito para pensar esse formato acadêmico. Obrigada, vó Vanú.
É
isso amig@s, espero que seja útil.
Mari,
espero que tenha valido a pena esperar tanto tempo...hehehe
Com
amor,
Ju.
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