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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Oficina Online- Últimas Vagas!


Estamos nas últimas vagas! Envie uma mensagem para 55  (21)  986563125 e inscreva-se!

Você gostaria de escrever com mais técnica? Aplicar técnicas de produtividade e ter mais clareza e foco para escrever? Conhecer formas de facilitar a escrita de sua monografia, artigo, dissertação ou tese?

Atendendo a pedidos, estamos abrindo vagas hoje para a  Oficina Online de Escrita Acadêmica, baseada nos pilares de produtividade, gestão do tempo e organização acadêmica.

A oficina é completamente online e vai acontecer nos dias 06 e 07 de fevereiro, das 19:30 às 21:30, na plataforma ZOOM.

Você aprenderá 20 técnicas -que mais de 150 alunos testaram e aprovaram- de escrita e organização acadêmica. Aprenderá como montar um plano de escrita, organizar seu tempo e ser mais produtivo(a).
Receberá uma apostila completa com dicas e técnicas específicas de cada seção do artigo científico, o e-book do blog, planilha de alta performance acadêmica e grupo no Whatsapp para dicas exclusivas por 30 dias.
E como bônus, uma apresentação sobre o uso do Evernote para gerenciamento de notas e material de pesquisa e uma Live no Facebook do blog, com comentários complementares sobre os Mapas Mentais Acadêmicos.

Para maior qualidade de acompanhamento, serão apenas 15 vagas.

Preço da oficina R$ 160,00
Aceitamos depósito bancário e cartões de crédito.

O blog Sua Vida Acadêmica é financiado pelas oficinas de escrita e estamos num momento de expansão. Gratidão por participar desse projeto sendo aluno(a), leitor(a) ou apoiador(a) da ideia.

Para você saber mais sobre quem eu sou, vou colar o link do meu currículo Lattes e postar fotos das últimas turmas presenciais.

Se interessou? Me envia uma mensagem no Whatsapp 55- 
(21) 98656-3125

Com amor,
Juliana Prata.



sábado, 27 de janeiro de 2018

Sobre a escrita

Queridos leitores, apresento a vocês, a mais nova colaboradora do blog: Bethania Bittencourt. Uma pesquisadora muito séria que tem um jeito bom e leve de viver. Bethania foi aluna de uma das oficinas de escrita acadêmica, tem uma página no Instagram [Estudos_viagem_comida] e compartilha hoje com a gente sobre seu processo de escrita.
Vai, Bethania! 
Com amor, 
Ju.

 Tempo de leitura: 1'46''

            Falar sobre o processo de escrita é algo que gosto muito, porque esse não me parece um processo fechado, acabado ou imutável. Escrever é aprimorar-se a cada vez que se produz - seja um artigo, um texto, uma poesia, um relato, etc.


            O meu processo de escrita não é muito um passo a passo, mas envolve tempo, pesquisa e muitas consultas e leituras. Eu vou escrevendo de forma livre, apontando ideias, dados, debatendo com a teoria, algo que talvez somente eu entenda. Depois eu reviso e reviso várias e várias vezes, melhoro os termos, substituo palavras, observo se as frases estão com o sentido que eu quero que elas tenham, se elas carregam a mensagem que eu pretendo transmitir. Essas revisões incluem também um cuidado de observar se o texto está coerente, organizado, equilibrado e, principalmente, se há problematização ou se meu texto é apenas uma compilação de ideias e citações de outros autores que coadunam comigo. Problematizo expondo as minhas impressões, com o cuidado de não prescrever, dialogando e levantando possibilidades, complexidades e problemas sobre. Cada vez que escrevo percebo que melhoro um pouco mais, então, para mim, a prática ajuda muito. 

            Problematizar era um problema para mim. Inicialmente, meus textos eram demasiadamente prescritivos e legalistas. Minha orientadora apontava isso frequentemente e me auxiliava (e auxilia) a evitar. Acredito, que quando se escreve não se pode estar alheio ao que já abordado sobre o assunto, seja o que harmoniza com a pesquisa como aquilo que a contrapõe. Por outro lado, há de se ter cuidado para não “anular-se” nessa escrita, produzindo apenas uma junção de tudo o que já foi dito sobre, como diz a Juliana Prata, um computador pode fazer isso! Uma professora do mestrado diz que há alunos que não escrevem um parágrafo completo sem fazer uma citação.  Desenvolver as ideias e uma discussão sobre o assunto é óbvio e essencial, mas não foi para mim, aliás essa foi a minha maior dificuldade.

            Algumas técnicas me ajudaram a desenvolver o foco na escrita – sim, quando sentamos para escrever aparece um monte de distração. A técnica Pomodoro é a que mais utilizo para focar no tempo de concentração. O método Cornel ajuda no fichamento dos textos lidos e a identificar as suas principais ideias dos textos e livros que leio. Dicionário de sinônimos por perto também colabora muito na substituição das palavras: reduzir as repetidas, melhorar outras.

            Pode parecer que os trabalhos que lemos foram construídos de uma única vez, mas, assim como os nossos, são revisados várias vezes, há partes que são retiradas, outras são que são mais elaboradas, enfim. Logo, a escrita pode começar de forma mais “artesanal” e, conforme as edições e revisões, tomar forma.

            Por fim, para facilitar no processo, eu busco focar naquilo que vou produzir. Isso significa analisar os eixos dos eventos para ver se realmente se afinam com o campo de pesquisa. Caso contrário, pode ser se aventurar em assuntos que não dominamos ou não temos literatura.

Boas leituras, boas pesquisas e boas escritas!





 Bethania Bittencourt Costa e Silva
Mestranda em Educação UFRJ, pesquisa orientação pedagógica e gestão democrática. Atua como orientadora/ coordenadora pedagógica em redes públicas municipais da Baixada Fluminense.  Mãe, esposa, filha. Apaixonada por livros, viagens e pela pesquisa.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Mapas Mentais Acadêmicos

[Tempo de leitura: 1'23'']

Mapa Mental é um recurso organizado e difundido por Tony Buzan, um psicólogo norte-americano.  Essa ferramenta de organização me auxilia na resolução de problemas, revisão de informações, gestão do meu tempo, minha memória e atenção e para desdobrar ideias.

Chamo de Mapas Mentais Acadêmicos o uso desse recurso para resumir livros e artigos, gerar ideias que se transformarão em artigos acadêmicos e o que para mim é mais importante: planejar a escrita acadêmica.

O cerne da proposta de Mapas Mentais é o termo “chave”, que funciona como um gatilho para a memória. A Palavra-chave unida com a Imagem-chave ativa a memória verbal com a imagem associada a uma narrativa construída. (BUZAN, 2009).

A imagem –chave ativaria, segundo Buzan (2009) o lado direito do cérebro onde se situa a base da memória. A palavra-chave, por sua vez, ativa o lado esquerdo do cérebro e é atrelada diretamente a um tipo de imagem. As palavras-chave, por sua vez, são representativas de todo um contexto. São palavras que representam frases e ideias completas.

O Mapa Mental Acadêmico se expande de dentro para fora, da ideia principal para as ideias secundárias e suas associações. Buzan chama isso de pensamento radiante. A partir das Associações e da Imaginação, a ideia principal ganha corpo e mais elementos que representam ideias mais completas e complexas, mas que o grande objetivo é construir um caminho de ação para as mesmas.

Fonte: Pinterest


O mapeamento dessas possíveis ideias é o que diferencia o Mapa Mental  de outras técnicas de organização para a escrita. O projeto acadêmico é visto como uma forma não-linear, podendo ser seguido e escrito mais livremente. E ainda, por apontar uma organização de percurso, delineia uma escrita mais coerente e planejada, diminuindo a procrastinação, pânico da tela em branco e mais, proporciona perspectiva. Saber quais serão os próximos possíveis passos dá um controle emocional importante para o desenvolvimento do projeto acadêmico.

Muitos alunos perguntam se podem alterar seus Mapas após a escrita da tese, monografia, artigo ou dissertação. A resposta é sim! Alterar os planos é perfeitamente possível. O Mapa é um sistema de organização da informação e como todo sistema, por de ser recalculado e reavaliado.

Para construir seu próprio Mapa Mental Acadêmico, eu recomendo você usar uma folha de papel sem pauta e algumas canetas coloridas. No centro da folha, coloque uma palavra-chave que represente o tema do seu projeto acadêmico. E, usando o pensamento radiante, puxe setas e esquemas que crie uma rede de associação de ideias entre a ideia principal e ideias que serão desenvolvidas em cada capítulo ou seção. E de cada palavra-chave, outras surgirão, como um enredamento por associação. Lembro que são palavras-chave ou, no máximo, frases-chave, nada de textos grandes. Os textos, nesse contexto, não cumprem seu papel de “gatilho” representativo, já que eles propõem exibir uma ideia completa.

Após o Mapa Mental Acadêmico estar estruturado, não se esqueça de demarcar com cores o conteúdo de cada capítulo ou seção. Usando cores distintas, você cria grupos associados de ideias no capítulo X, no capítulo Y, por exemplo.

O uso dos Mapas Mentais para mim é estendido a outros campos: planejamento de semanas e meses, uso para infraestrutura, compras do mês, planejamento de viagens, perguntas numa consulta médica, negócios, planejamento de palestras e aulas e organização em geral.

Os Mapas Mentais Acadêmicos são o centro do meu trabalho de mentoria, treinamento e oficinas de escrita. Trabalho outras técnicas muito importantes também, mas esta sem dúvida se destaca como um plano efetivo de organização, análise e orientação para uma escrita mais clara, organizada, intencional e com impacto acadêmico. Se você nunca fez um, recomendo muito que tente.
Na próxima quarta, 25/10, farei uma Live no Stories do Instagram, às 20h sobre Mapas Mentais Acadêmicos na Prática. Você está super convidado (a)!

Agradeço muito todas as mensagens de carinho.
Com amor,

Ju.

sábado, 30 de setembro de 2017

Oficina de TCC: escreva mais e melhor/ PROPÓSITO

Oi, gente. Tudo Bem? Beleza?
Hoje de manhã rolou na Universidade Estácio de Sá, campus Nova Iguaçu a Oficina de TCC: escreva mais e melhor.

Falamos sobre Mapas Mentais, escrita de títulos, resumos e introduções de qualidade e impacto acadêmico. Foi muito bom!

Dá uma conferida nas fotos do super encontro...






Dentre muitas coisas importantes que foram faladas, acho que PROPÓSITO foi realmente impactante. Saber o que se quer e ter clareza sobre o que se pode fazer é um divisor de águas quando tratamos dos processos de escrita.

E você? Já sabe qual o papel da escrita na sua vida? Sabe o que um trabalho acadêmico pode trazer para você em termos de conhecimento, aprofundamento e criatividade? 
As pessoas sempre pensam no sacrifício que é escrever. Te recomendo focar na liberdade que significa expressar um tema que você gosta ou tem curiosidade. Ter isso é também ter clareza, pensar em seu propósito e qual caminho seguir.

Um beijo,
Com amor,
Ju.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Como escrever uma resenha?


[ Tempo de leitura 1' 10'']

Oie, tudo certinho? Comigo tudo bem.
Tô preparando a oficina de Escrita Acadêmica que vai acontecer na última semana de julho. Vai ser muito boa!
Hoje vamos falar da escrita de resenha. Tema legal e bem relevante no meio acadêmico, inclusive para publicações.
Resenha é um tipo de gênero textual usado para avaliar- elogiar ou criticar- o resultado da produção intelectual em uma área do saber (MOTTA-ROTH, 2001, p. 20).
A estrutura retórica básica de uma resenha é:

APRESENTAR – DESCREVER – AVALIAR – RECOMENDAR O LIVRO



Motta-Roth (2001) apresenta uma descrição esquemática que acho que merece ser compartilhada por todos os que fazem ou farão uma resenha. Muito boa mesmo. Olha só:


 1- APRESENTAR O LIVRO
Passo 1: Informar o tópico geral do livro e/ou
Passo 2: Definir a audiência do livro e/ou
Passo 3: Dar referências sobre o autor e/ou
Passo 4: Fazer generalizações e/ou
Passo 5: Inserir o livro no campo do saber e/ou

2- DESCREVER O LIVRO
Passo 6: Dar uma visão geral da organização do livro e/ou
Passo 7: Estabelecer o tópico de cada capítulo e/ou
Passo 8: Citar material extra-textual e/ou

3- AVALIAR PARTES DO LIVRO
Passo 9: Realçar pontos específicos

4- (NÃO) RECOMENDAR O LIVRO
Passo 10A: Desqualificar/recomendar o livro ou
Passo 10B: Recomendar o livro apesar das falhas indicadas





Mais explicadinho que isso, só dois disso. Então, seguem também minhas dicas!

1- Leia e destaque as informações essenciais do texto como:
1.1- Objetivos
1.2- Problema de pesquisa
1.3- Metodologia
1.4- Resultados
2- Pesquise sobre a vida do autor e o contexto da obra para situar seu leitor
3- Seja ético e honesto na composição de sua escrita.
4- Revise seu texto, especialmente na apresentação dos conceitos da obra-fonte. Caso esses não tenham sido bem compreendidos e analisados, sua resenha estará totalmente comprometida.
O entendimento dos passos e dos princípios da obra original possibilitará uma resenha de boa qualidade acadêmica. Periódicos físicos e virtuais têm seções específicas para tais publicações, que têm grande valor de produção acadêmica.


Por hoje é isso.
Gostou da ideia da Oficina de Escrita Acadêmica? Gostaria de estudar comigo?
Nesse dia você vai aprender como escrever com mais segurança, seguindo um plano de escrita trabalhado a partir da metodologia que eu desenvolvi para uma escrita acadêmica mais interessente. Além disso você vai receber como bônus um ótimo material sobre Mapas Mentais, Revisão de Texto, Brainstorming, Ciclo de Estudos, Produtividade e Dicas de Estudo e Escrita. Tudo fruto de muito estudo e dedicação, com observações inéditas e preparadas exclusivamente para os alunos da oficina.
Me manda um email: julianaprata.prof@gmail.com ou um whatsapp 55 (21) 986563125

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Como Escrever sua Monografia

 (Tempo de Leitura: 2' 29'')

A escrita da monografia não é um tema fácil. Principalmente se juntarmos a ela as últimas disciplinas, estágios e trabalho. Pesado.

Mas antes, falemos sobre ovos.

Emanuele vende ovos orgânicos. Tão orgânicos que ela que cria as galinhas. Na hora da venda, tem uma lista de pessoas VIP e eu era a última. E eu agora faço parte da nata. Vendi esse artigo em troca da prioridade da venda de ovos no meu departamento. Valeu, Manu. Meu pão com ovo tá espetacular.

Voltemos às monografias.
Segundo Perotta (2004) a escrita de uma mono pode seguir os seguintes estandartes sem medo de errar: 1. RACIOCÍNIO LÓGICO (Pq...né...tá faltando um pouco hoje em dia); 2. COMUNICAÇÃO CLARA; 3. PLANEJAMENTO (Sim, depois que tive um filho no susto aprendi a planejar tudo.) e 4. NORMAS E REGRAS.

Pensar sobre o que fez/faz sentido para você na faculdade é importante. Do que você gostou? Quais campos de identificou? Com o quê você acha que poderia se dedicar a descobrir? Se suas últimas respostas foram NADA, NENHUM e NÃO TENHO IDEIA, pode fechar o texto. Se quer algo a mais, fica comigo. Brincadeira! Leia até o fim, tem surpresa!

Converse com seu potencial orientador. Em algumas faculdades não há essa possibilidade, nem ao menos de escolher. Ok. É ruim, mas não é o fim.
Em ambos os casos, nas primeiras conversas demonstre interesse. Afinal, o trabalho é seu né, gente? Quem quer se formar mesmo? Atá!

Sempre pega bem no começo de tudo, entregar uma folhinha digitada com seus dados e:
1- Tema:
2- O que quer?
3- Como vai fazer isso?

O tema é abrangente e já te da pistas para recortar os percurso que você quer fazer. “O que quer?” já é o objetivo do trabalho e “Como vai fazer isso?” fornece o protótipo da composição da metodologia.

Na sequência, selecione três palavras-chave que são a estrutura da sua mono. Atenção, não são três frases, muito menos três tratados. São apenas palavras, mas são as que vão dar total sentido a sua produção. Por exemplo, minhas pesquisas todas se estruturam assim: Desigualdade, Juventude e Políticas Públicas.

Converse com seu orientador. Mostre tudo. Se ele não te atende, mande mil e-mails. Se você acha que ele não gosta de você, sim, ele não deve gostar mesmo. Se acha que você escreve mal, não tem problema. Isso dá pra aprender! Mas LEIA TUDO QUE ELE MANDAR. CUMPRA OS PRAZOS. MESMO QUE ELE NÃO CUMPRA. Beijinhos para minhas três orientandas do semestre (rs..)

Sem mi mi mi.

Seguiremos. Manu espero que esteja gostando. A cartela de ovos está no fim. O Mi mi mi, você sabe que foi sobre a reclamação de ter recebido 18 textos como recomendação de leitura.

Para mim, o próximo passo é o Mapa Mental. Com os três tópicos (Tema, O que quer e Como vai fazer) bem esclarecidos na sua mente, além das palavras-chave, você pode construir seu Mapa Mental/Conceitual a partir da primeira (mais importante) palavra-chave. Siga as ideias primárias que se correlacionam, depois as secundárias, terciárias e ao final você terá um ótimo plano de escrita.

Planejar é um conceito meio estranho pra muita gente. Mas eu juro, funciona. Fala aqui uma improvisadora louca em tratamento.

Depois do Mapinha pronto, transforme as palavras em frases e construa os capítulos,  seções e até parágrafos mais claros.

Liste os autores encaminhados por seu orientador e sintetize seus conceitos em apenas uma palavra ou no máximo frase curta. Olhe para seu Mapa e “encaixe” os autores nas seções que você julgar adequadas. Isso já te dá a precisão necessária da posição que os autores vão entrar no seu trabalho. Questões como quem entra no capítulo 1 ou 2, estarão possivelmente controladas pelo seu Mapa que agora estará em pleno funcionamento para você seguir seu plano de escrita.

Minha última dica: ESCREVA! Redija! Sente e pense! Comece pela conclusão e todo o processo de escrita estará bem direcionado. Escreva tudo, inclusive o título com a conclusão no seu horizonte. Isso “amarra” os argumentos do seu trabalho e faz com que você se distraia menos do foco.

Ah, escrever não é linear. Então, olhando seu Mapa Mental/Plano de Escrita, você pode escrever com segurança um pedacinho do capítulo 2 e outro pedacinho do 1 sem o risco de se perder nas ideias. Ou pelo menos com o risco minimizado.

Escrever é um processo lindo. É se colocar no mundo. Uma forma de se expressar sobre um tema que você gosta. Curta o momento. Pode parecer que eu estou te sacaneando, mas há beleza. Um pouco, mas há.

Por hoje é só pessoal.
Se você tiver uma sugestão de tema, escreve para mim.

Com amor,
Ju :)

SURPRESA:

Ah, eu vou fazer uma Oficina de Escrita Acadêmica no mês de julho. Se você é do Rio de Janeiro e gostaria de estar comigo na construção de seu projeto de monografia ou mestrado, me manda um email: julianaprata.prof@gmail.com
Serão 4 horas presenciais muito produtivas .

Na etapa presencial você sai com seu Plano de Escrita pronto, detalhando tudo o que você deve fazer para escrever seu trabalho. Estou estudando a possibilidade de fazer um acompanhamento virtual também.

O meu papel não será o de substituir seu orientador e nem de escrever por você, mas te oferecer um apoio técnico e metodológico consistente e um treinamento pessoal de estudos e escrita acadêmica.

E se você não tem uma mono nem um projeto de mestrado e ainda assim quer estudar comigo, será muito legal. Nosso foco será mais aberto e eu vou poder te oferecer minhas ferramentas desenvolvidas nos últimos anos para alta performance acadêmica.

Vou oferecer duas bolsas gratuitas para graduandos em escrita de monografia. Já fui graduanda, sei como é essa vida.

Se te interessou, me manda um e-mail. Juro que o preço é acessível.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Como escrever todos os dias



Eu escrevo todos os dias, há muitos anos. Essa rotina me ajuda muito a escrever cada vez mais e com mais clareza. Escrevo meu diário da gratidão, postagens para blogs, artigos acadêmicos, de opinião, projetos, relatórios, apontamentos para orientandos, escrevo ainda meu diário de bordo no trabalho, e-mails e meu planejamento de vida e de trabalho, claro que não tudo ao mesmo tempo. Eu sou uma pessoa normal. Tenho até família. É que  eu AMO ler e escrever. Na verdade, acho que é o que eu realmente aprendi nessa vida. \o/  



Um beijo pra Tia Sônia que me alfabetizou! 💓💓

O estabelecimento de uma rotina de escrita faz com que outros hábitos sejam beneficiados indiretamente e você acabe compondo uma sequência de atividades que te ajudam. Por exemplo, sempre ao ligar o computador eu faço meu chá. É uma rotina correlata que me ajuda muito a pensar e me hidratar enquanto estou produzindo. Lembrando que rotina não tem a ver com a hora, mas com a sequência de coisas que você faz.

A rotina da escrita diária me ajuda a escrever mais rápido e a ter mais objetividade e simplicidade no tratamento da informação e na operação com conceitos. Geralmente começo a atividade de escrita com um Mapa Mental que me guia na execução de uma tarefa, depois me desconecto da internet e faço um download da mente. Eu tento...rs.

Existe um mito sobre a escrita que é a ilusão que um texto nasce pronto, praticamente ”parido”. Bem, não é bem assim... não é assim mesmo. A atividade da revisão e da edição é tão importante quanto a composição do texto. Talvez até mais. Vocês não imaginam o quanto releio, reviso e leio para o Gustavo, meu marido e editor (ou quase).

Se você quiser escrever também todos os dias, seguem minhas dicas:

1-      Escreva rápido, revise  e edite bem d-e-v-a-g-a-r-r-r-r-r-r-r
2-      Escreva sempre no mesmo lugar, ajuda a engrenar a mente.
3-      Escreva num lugar organizado e sem distrações.
4-      Off-line, claro, né non!?
5-      A atividade de escrita começa na noite anterior, deixa tudo arrumadinho que dá mais ânimo.
6-      Esteja motivado, entenda as razões pelas quais é importante para você escrever.
7-      Planeje sua escrita, faço um mapa mental do que quero abordar e o sigo com amor.
8-      Planeje sua escrita anual. Eu uso um pipeline, tipo um calendário que marco quando os projetos vão pegar fogo e evito assim agendar duas grandes atividades de escrita para o mesmo mês, por exemplo.
9-      Se hidrate.
10-   Caminhe.
11-   Tenha regularidade. Especialistas afirmam que são necessários 21 dias para a formação de um novo hábito. Tenta. Você vai ter bons resultados, caso goste de escrever, claro.
12-   Converse com alguém sobre suas metas de escrita. Eu participei de um desafio há uns anos de um site inglês, mas infelizmente eles encerraram as atividades. O lance era escrever 500 palavras por dia (mais ou menos uma página). Era bem legal. Se tiver animado, a gente lança um por aqui! Hehehe.

Esse texto foi inspirado no meu guru Leo Babauta, do blog Zen Habits. Ele narrou sua atividade diária de escrita no artigo How To Write Every Day e me apaixonei. Se quiser ler a rotina dele, confere lá! Dá um Google.

Com amor, 💕💕💕💕💕😎

Ju.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Como fazer anotações úteis- parte 2

Oie. Tudo belezinha?

Eu vou bem e cada vez melhor!

Bem, continuando nosso último assunto, vamos conversar um pouco mais sobre anotações úteis. Amei cada comentário de apoio. Minha mais sincera gratidão.

Resolvi então pesquisar um pouco sobre minha técnica mais amada de anotações: O Mapa Mental, ou Mind Map. Essa técnica foi patenteada há mais de 35 anos pelo psicólogo Tony Buzan, um cara que fala muito sobre produtividade em diferentes campos.

Poucos sabem, mas fiz um curso aos 11 anos (sim, aos 11, eu queria balé, mas minha mãe...) de leitura dinâmica, com base nas técnicas desse cara. Ele então é um velho conhecido meu. Como foi fazer esse curso? Aha, imagina, beibe, você com 11 e o restante de sua turma com 40. Noooooossa, foi muito maneiro. Ou melhor, como diz meu filho, foi muito maluco. Odiei, mas até que eu leio rápido.

O Mapa mental faz parte da metodologia de trabalho do Buzan. Ele dá dicas legais para a utilização prática de armazenamento e recuperação de informações e busca trabalhar em sinergia com o cérebro. Isso significa que, quanto mais você usar seus níveis de conhecimento, mais eles aumentarão. (BUZAN, 2009)

O objetivo do Mind Map é ser um modo SIMPLES de transmitir informações, a partir de palavras-chave. Essas palavras-chave:

1- Ativam o tipo certo de lembrança;
2- É prática, portanto não é muito descritiva, abstrata nem geral;
3- Traz à mente uma imagem específica;
4- Satisfaz a pessoa;
5- Tem capacidade de resumir informações.

Para mim, Mind Map é a melhor técnica para usar em resumos de livros, artigos e outras informações escritas. Como falei no último post, para informações orais prefiro a metodologia de Cornell, como já justifiquei. Lê lá!

Uso Mind Map também para planejar minha semana e meu mês. Eu acesso mais rapidamente as informações quando elas estão em algum sistema de esquema estruturado. Lista, Mapa Mental e iconografias funcionam muito bem para mim.

Sim, eu desenho. Igual minha cara, claro. Nos livros que leio (já foram 33 em 2016. Acho que vai ser a primeira vez que vou bater a meta de 50 em um ano. Oremos) tem várias carinhas desenhadas. Se a maioria é carinha feliz? Claro que “daum”. Eu sou uma acadêmica, confusão é meu sobrenome.

Voltando ao assunto, para resumos de livros, tenho um caderno e uso uma página para cada mapa de livro. Assim, tenho tudo arquivado e acesso rápido quando preciso. E mais importante NÃO PERCO. O importante nesse registro é não escrever muito, se você usar frases curtas e abreviaturas, vai estimular seus centros de memória a completar a informação e, consequentemente, se lembrar do que precisa.

Rafaela, amiga dos tempos de escola e diretora de Mercado de Beleza, você pode adaptar essa metodologia para registro de procedimentos, técnicas, produtos, marketing e o trabalho com seus grupos (Juro que tô trabalhando no tema que você me encomendou J).

Os Mind Maps de planejamento do mês ou semana eu sempre escrevo em um caderninho que sempre anda comigo. Nele aponto gastos, escrevo lembretes, orçamento, listas de coisas que tenho que fazer, meu bullet journal, essas coisas que são chatinhas, mas dão um super UP na sua produtividade e clareza na sua vida.

Estou fazendo uns Mind Maps no Prezi, que estou gostando muito. Depois eu mostro, são posicionalmente favoráveis às recordações das informações, uma vez que o esquema espacial, possível no programa, é uma forma virtual dos caminhos que nossos sistemas de armazenamento natural se estruturam. Uma coisa dentro da outra, e uma terceira na sequência, enfim... um esquema que te favorece, sem dúvidas.

É isso por hoje, querid@s.

Minha professora de inglês maravilhosa perguntou por que eu tinha um blog, se dava trabalho, o porquê de ser sobre escrita acadêmica... essas coisas. E tenho pensado muito sobre isso. Mas não há dúvida que para mim, é um instrumento de divulgação científica. Democratização acadêmica mesmo. As panelinhas existem? Claro. Eu mesmo faço parte de várias (Meu sincericídio é óteeemo). Mas que os espaços sejam cada vez mais abertos e acessíveis a todos. Que não seja tão difícil pra você quanto foi para mim.
Com amor,

Ju
Livro-referência desse texto

terça-feira, 14 de junho de 2016

Como fazer anotações úteis

Oi, amig@s!
Tudo bem? Eu tô bem e cada vez melhor! E viva as afirmações positivas para animar a semana!

Semana passada, como de costume, fui ao grupo de pesquisa do outro lado do mundo, perdendo 5 horas da minha vida no trânsito e, dessas, 2 foram dentro de túneis...maravilha, né!? Mas tive umas ideias bem razoáveis para dividir aqui com você.

Nossa discussão era, entre outras coisas, sobre leitura e análise de gráficos PAH! Sabe o que é um gráfico PAH? Não? Ahahaha, é aquele que quando você olha, você olha de novo, e de novo e pensa PAH! Só pode ser uma pegadinha, “num intendi nada, manhê”. Então, era desses que estávamos falando.

E eu - nerd que sou - anotando desesperadamente tudo. Uma colega ao lado ficou colando minhas anotações e fazendo perguntas. Eu percebi que fazer anotações não é uma coisa tão simples e que os sistemas de classificação e organização diferem muito de pessoa pra pessoa.

Durante uns vinte anos (tá, uns trinta) meu sistema de organização era múltiplo e variado          (ainda bem que minha mãe não me lê!). Guardava livros escolares embaixo da cama e só os desarquivava depois de levar uma anotação na agenda por não leva-los há um mês, perdia meus diplomas dentro de casa, dessas coisas legais que a gente quer se matar quando precisa. Um belo dia, tive que tirar a segunda via do meu título de eleitor, que na verdade era quarta via. E nesse belo dia “decidi mudar”.

Os meus passos são lentos, mas dão certo. 

Há alguns meses ( quase isso, uns 4 dias) estou testando um novo método de anotações. Chama-se Método Cornell (Gente, tô com um orgulho de mim, escrevendo essas coisas sérias... J) Pois bem, esse método foi desenvolvido pelo professor Walter Pauk, em 1950, na Universidade de Cornell (e eu quebrando a cabeça desde os três anos para saber o que vai cair na prova). Esse método de organização da escrita tem eficácia comprovada no acesso à memória curta (É pra glorificar de pé!).  Ele é eficiente para o registro de reuniões, aulas, palestras, fichamentos e coisas do gênero.

Vou botar uma fotinho pra vocês verem do que estou falando:






Existem vários modelos, mas esse é o esquema-base. O esqueleto do registro é separar uma folha em duas colunas e uma caixa abaixo. Na coluna da esquerda, anotamos os tópicos os temas, na direita, anotações, dúvidas, comentários e frases-síntese. Na caixa de texto abaixo, um breve resumo.

Eu prefiro especificamente o método Cornell para registro de exposições orais porque não sabemos com segurança qual será o próximo passo. Nesse caso, meu amor- maravilhoso- fofinho do mapa mental, deixa a desejar. Vai que eu puxo um tópico que não era tópico, que era apenas um comentário que fugiu do tema? Oremos e analisemos pessoal. Fica a dica!

Queria fazer uma série de postagens sobre como fazer anotações produtivas. O que acham? Muito chatão? Quem sabe um dia eu escrevo sobre moda, #sqn. É o que tem pra hoje.

Espero que você goste.

Com amor,

Ju.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Como escrever um memorial acadêmico?

Oie! Tudo bem?
Bem, eu to ótima. Lendo como jamais li. Já estou no "rumo aos 25!" em 2016. O assunto do Mindfulness pra mim ainda é o melhor, mas gestão financeira e produtividade tem tido efeitos drásticos em minha vida. Recomendo!
Vamos lá!

Uma maravilhosa amiga pediu para eu escrever sobre escrita de memorial.

Memorial é um formato específico e menos formal de apresentação de trajetória de vida e/ou profissional bastante pedido para ingresso em cursos avançados e concursos. Eu tenho uma boa experiência com memoriais, mas poderia ser ótima. Estudei sobre isso e reuni alguns apontamentos sobre como fazer um memorial supimpa de excelência (!).

- Insira uma citação bacana que fale sobre contar sua própria história, tecer redes de saber, aprender, construir, olhar para trás, essas coisas... Arruma o texto e causa uma boa impressão. Um trechinho de poesia também é bem chique.

- Coloque-se. Essa é minha dificuldade. Eu não gosto de escrever sobre minha vida pessoal, ainda mais para estranhos/avaliadores. Meu marido se chama Gustavo Lima, entende que eu tenho que me preservar!? Hahahahaha.

 Sério. Escreva um pouco com o coração, conte sua trajetória com alguns elementos emocionais. Conte sua história, mas não apele. Nada do tipo “Preciso entrar nessa pós porque me sinto deprimida e sem foco na vida” Pelamordedeus! Algo como “a busca pelo conhecimento científico é também a busca por mim mesma” ou “a pesquisa me move a ler o mundo com mais sensibilidade”, fica legal. Entendeu a diferença?

- Enumere num Mapa Mental (A-M-O) todos os seus cursos e certificações, com as devidas comprovações. Se o edital pedir, você já copia na exata ordem que aparece citado no seu memorial. Se você fez um curso de telemarketing em 1998 e acha que não tem sentido citá-lo, beleza. Tranquilo e favorável. Escreva apenas sobre o que você acha que faça sentido para o pleito da vaga, ainda que você coloque nas comprovações o certificado de algo que não citou.

- Se você tiver alguma relação com a instituição, por menor que seja, ou mesmo com entidades parceiras, escreva isso no seu memorial. Fiquei sabendo ontem pela presidente da banca de admissão ao meu concurso que se eu tivesse escrito a experiência de uma extensão de 10 anos atrás eu teria ganho mais pontos e credibilidade. E o que eu fiz quando ouvi isso??? Morri, claro. DUhhhhhh! Um dia eu aprendo!!!!

- Faça algo de em média 4 laudas. Seu avaliador quer ter a ideia ampla sobre se sua trajetória combina com a vaga. Não fale sobre suas férias de 2001. Nem sobre a cirurgia que sua tia fez. Aliás, nada de mortes. Nada de doenças. Conte uma vida leve, rs... Você também deve mostrar que vai dar contar do trabalho/estudo. Se sua vida for um caos, pode pegar mal. Deixa para contar depois que você passou.

- Um parágrafo para cada experiência de trabalho ou estudo relevante é uma boa média. Se você achar que algo é muito importante, não faça nada muito maior que três parágrafos.

- Não escreva informalmente, como eu escrevo aqui, por exemplo. Eu tenho um blog, escrevo como se estivesse falando mesmo. Mas memorial é menos formal, o que não significa informal. Use palavras adequadas e nada de trocadilhos.

- No final, escreva na cara de pau que nos horizontes de seu caminho você vê que pode contribuir para a instituição, para a construção de saberes, tecendo fios em prol da sociedade brasileira e outras coisas bonitas que você sabe escrever. Deixe claro que você é super ótimo(a) maravilhoso(a) para a vaga. Que eles vão perder se não te aprovarem. Eu sempre digo que sou maravilhosa, uns acreditam, outros não. Eu tento. J

- E, no caso de arguição sobre o memorial, leia antes. Se você já fez muita coisa na vida, pode se confundir.
- No ato da entrega, leve uma cópia extra. Já aconteceu de uma suplente querer ler também e eu tinha essa carta na manga, quer dizer, na pasta (Ô, Glória!).
- Leva com capinha plástica (pode chover, tá!?) e também coloca o símbolo da instituição na primeira página. Dá credibilidade. Não sabe o símbolo? Procura na net, ser de luz!
- Ah, lê para algum humano. Não ria, eu lia para o meu falecido gato, Jorginho Alessandro. Ele me desprezava, igual minha banca da primeira pós lato (Se vc foi dessa banca, te desejo muita luz pq vc precisa, tá!?). Mas...os humanos bons, podem te dar ideias sobre um fragmento que não está claro. Quando escrevemos sobre nós, corremos risco de atropelarmos episódios importantes academicamente. Leia para um (a) amigo (a) que esteja prestando atenção (!) e ele pode te ajudar.

- Olha ANTES para as necessidades de sua impressora ou ela pode se vingar de vc na hora “H”. E não fale em voz alta que precisa dela naquela semana. Impressoras são sondas alienígenas rancorosas. Eu mando muita luz e amor para a minha (Tá vendo, Priscilla!?)

É isso, espero que esteja legal, PatyStar.
Espero que vcs gostem.
Com amor,

Ju.