quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vida Acadêmica e Viagens: entrevista com Vinicius Monção

Oie, amigxs.

Hoje no blog temos a honra de receber nosso primeiro convidado para uma entrevista.  E que convidado, minha gente! Vinicius Monção é um homem profundo e em constante construção. Ele é professor universitário, fotógrafo, doutorando em Educação, viajante experiente, mas, mais do que a preocupação com rótulos, sua vida se baseia em viver bem. Vinicius concilia estudos, trabalho, casa, família, fotografias, artes, viagens e tudo mais. Ele fala nesta entrevista sobre o equilíbrio na vida, sua vida acadêmica, suas viagens como projetos de formação pessoal e muito mais. Ah, ele também fala como se estabelece sua metodologia de estudos e dá muitas dicas.

Vinicius, muito obrigada pela oportunidade de nos conceder essa entrevista. Gente, pensa num cara discreto? Pois é, é ele. E quem quiser conhecer mais do trabalho fotográfico do Vinicius Monção pode conferir em www.viniciusmoncao.com



Sua Vida Acadêmica: Você tem uma rotina de estudos? Fale um pouco sobre ela.

Vinicius Monção: A palavra "rotina" me assusta um pouco. Não gosto de estruturas fixas que possuem poder de aprisionamento e por isso sigo meu próprio caminho de trabalho. Eu optei por trabalhar com mapeamento e cronograma de tarefas, assim consigo sempre visualizar o que tenho que fazer e qual meu tempo hábil para a produção. Se tenho que entregar um texto para dois meses a frente, estabeleço, em um papel, o que preciso fazer e monto um cronograma. Não deixo nada para o último dia. O que puder fazer para terminar antes eu faço. Isso permite agilidade no processo e me garante tempos livres para o ócio e para fazer outras coisas que a priori não haveria tempo. A partir desse cronograma produzo a partir do meu estado de espírito e conciliando as tarefas do dia a dia. Quem vê de fora diz que eu não tenho rotina de estudo, o que é verdade. Eu não tenho rotina, tenho uma metodologia de trabalho que consegui construir e está pautada no meu modo de vida.


SVA: Viagens são uma de suas paixões e você não deixou de viajar nesse período do doutorado. Como foram/ são as estratégias para equilibrar trabalho-estudos-paixão?

VM: Não deixei e espero nunca precisar deixar. Nossa sociedade é formada por oposições. Trabalho e lazer. Amor e ódio. Alegria e tristeza. etc... Nós crescemos nessa binaridade e nunca a questionamos (pelo menos a maioria da população). Eu penso da seguinte forma. Tudo que faço é uma opção minha. Se é opção minha elas não podem ser opositoras e sim complementares. Se são complementares cada uma deve coexistir sem sufocar a outra. Encontrar o equilíbrio entre as tarefas é a chave da felicidade e do uso mais prazeroso da vida e do tempo que dispomos. As forças complementares são mais fáceis de gerir que as forças opositoras.
A partir dessa perspectiva eu monto um cronograma de trabalho de forma que eu possa me dedicar as tarefas do doutorado ou do trabalho no momento em que elas são necessárias. Assim produzo e durmo o tempo necessário ao meu descanso. Vou à praia. Vou ao cinema e faço tudo o que tenho vontade e necessidade. Antes de mais nada, vale apontar que não sou hedonista. Só acredito que viver bem significar conseguir equilibrar as demandas da vida.


SVA: Como são para você as experiências que adquirimos nas viagens?

VM: Considero o ato de viajar é o momento de se encontrar e se conhecer, antes de mais nada. É no caminho que consigo me perceber no mundo. É no trajeto, fora da segurança de casa e do amor dos que são próximos a mim que consigo perceber minhas fraquezas e pontos fortes. Sempre viajo com algum propósito pessoal e nunca encontro respostas. Ao contrário. Minhas perguntas são respondidas com outras perguntas. A última que fiz foi com minha mãe. Fizemos uma peregrinação. Nessa viagem me encontrei com o tempo. Vi o tempo passar. Vi minha mãe mais velha e eu também. Me vi em um outro momento da nossa relação e isso foi lindo.
Entendo que as viagens, para mim, são momentos de formação individual. Elas fazem parte do  meu projeto de formação intelectual e humana. Elas me proporcionam emoções, aprendizagem e referências que nenhum livro ou curso me permitiria. Ainda sobre essa última viagem (comento novamente sobre ela pois é a mais fresca na memória), quando eu entrei na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, o que mais me comoveu foi a capacidade humana em interpretar e criar rituais. Ali, no meio de tantos cristãos, percebi que o ramo do catolicismo que sigo é uma poeira frente ao mundo de possibilidades de experimentar o cristianismo que existe no mundo.
Viajar é muito mais que turismo (embora seja a principal associação que muitos fazem). Gosto tanto de viajar que estabeleci essa temática para minha pesquisa de doutorado. Só para matar a curiosidade, investigo a formação profissional de uma professora brasileira do século XIX-XX, Maria Guilhermina Loureiro de Andrade, a partir do ponto central que foi uma viagem que ele faz a cidade de Nova York entre os anos de 1883 e 1887. Na pesquisa eu viajo na viagem dela, rs. Se quiser saber sobre minha pesquisa clique no link: https://www.academia.edu/27255560/Viajar_para_aprender._Maria_Guilhermina_Loureiro_de_Andrade_e_sua_viagem_%C3%A0_cidade_de_Nova_York_1883-1887_


SVA: Você tem outros hobbies? Quais?

VM: Sim. A fotografia que é uma relação de amor e ódio. Aprendi a fotografar na marra em razão de um trabalho que tive certa vez e daí em diante não parei. Gosto de fotografas arquitetura. O traçado arquitetônico das cidades me encanta. Minha questão com a fotografia é a mesma coisa da primeira pergunta. Quando me percebo muito envolvido com ela, quando começo a ver como uma obrigação ou ela cai na rotina, eu me afasto. Ela sai do equilíbrio e para reencontrá-lo é necessário dar-me tempo. Nesse momento estamos de bem. Construí até um sítio, se quiser ver minhas fotos é só clicar aqui: www.viniciusmoncao.com


SVA: Como tem sido seu processo de composição do texto da tese?

VM: Escrever não é uma tarefa fácil. Pelo contrário! Acho muito difícil escrever textos acadêmicos principalmente por eu não ter tido uma boa formação da língua escrita no período escolar. No entanto eu sei que escrever é técnica e prática. Quando mais escrevemos mais possível a coisa fica. A escrita da tese passou pelo momento da "crise do quadro branco". Aquela que você fica sentado na frente do computador com o editor de texto aberto e não consegue encontrar o "como" ou "por onde começar". Quando encontra o texto caminha. Segue seu fluxo. Atualmente estou no meio da tese e confesso que estou muito feliz com o resultado que alcancei. Aprendi a escrever e vejo o quando consegui aperfeiçoar durante minha jornada acadêmica. Fiquei feliz pois a persistência e os tombos de fato são importantes para o processo de formação individual. Ah, uma dica. Forçar a escrita não é um bom artifício para escrever. Se você se sentir bloqueado não se force. O texto vai começar truncado e vai ser um parto terminá-lo. Busque outras leituras. Selecione algum material que possa te ajudar e que se relacione com o assunto como imagens, músicas, vídeos... qualquer coisa. A melhor forma de se inspirar é buscar elementos em lugares que não são comuns para você. É assim que faço e dá certo.


SVA: Qual a importância da relação da relação com o orientador na pós-graduação?

VM: Para mim é primordial! Uma relação ruim com o orientador é um passo para o sofrimento e não sucesso do processo. Felizmente eu consegui encontrar uma pessoa muito próxima, acessível e humana para me orientar. Tanto que no final do mestrado a consultei se ela teria interesse em me orientar no doutorado. Esse foi o principal fator que me fez continuar no grupo de pesquisa que faço parte a fazer doutorado em outra instituição. O investimento na relação humana demanda tempo e disponibilidade dos sujeitos.


SVA: Quais são os desafios de trabalhar e cursar o doutorado?

VM: Conciliar trabalho e estudo nunca é fácil e essa equação se torna mais difícil em uma pós graduação. Penso que no mestrado o processo é mais agressivo que o doutorado em razão da duração dos cursos (2 anos e 4 anos). No doutorado, felizmente, gozo de um estilo de vida que consegui construir. Sou bolsista CAPES, sou docente no ensino superior (no momento substituto/temporário pois no Brasil não se pode ter carteira assinada e ser bolsista). Atualmente o mais difícil é pensar no término do curso. A situação política e econômica me assusta diariamente já que campo de trabalho, também (!!!) para quem tem título de doutor, está cada vez mais depauperado, escasso e desvalorizado. Mas sobre isso não vale me deter atenção. Para cada tempo as suas angústias.     


SVA: Em uma frase, como você resumiria sua vida acadêmica?

VM: Faça o que te traga satisfação e nunca se violente.

Bem, é isso, gente. Bom demais, não?
Espero que tenham gostado.
Sua Vida Acadêmica cumprindo as promessas de ano novo!!

Com amor e muita gratidão ao Vinicius e a você leitor,
Ju.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Princípio 80/20

Você já ouviu falar do princípio 80/20? Princípio de Pareto? Lei do menor esforço? Então, todos são sinônimos. Estudei Pareto na faculdade, e tenho uma amiga que simplesmente o ama. Sim, é a Elisa, sempre citada neste blog. Mas nos meus estudos de Ciência Política não tinha nada disso de menor esforço não, muito pelo contrário.


Esse princípio é uma releitura da observação que Vilfredo Pareto fez sobre determinados acúmulos que percebia nos meios sociais e o exemplo mais exponencial disso é cerca de 80% das riquezas se concentrarem nas mãos de 20% da população. A partir daí, muita gente da administração, gestão da produtividade e afins aplicaram a outras realidades.

O princípio cerne que vamos trabalhar aqui é que 80% dos seus melhores resultados provêm apenas de 20% do seu esforço. Isso é sério. Leia de novo.

Isso significa que não aproveitamos o que temos de melhor, significa perdermos o que vai nos trazer melhor impacto em direção as nossas metas pessoais e profissionais.
O recado de hoje aqui no Sua Vida Acadêmica é: descubra o que você faz acima da média e invista nisso.
O livro Descubra seus Pontos Fortes trata desse assunto com excelência. Sua abordagem trata de investir dinheiro, tempo e foco no que você faz de melhor, e levar no nível “mínimo aceitável” coisas que você não é tão bom. Quando li fiquei tão impactada com a mensagem que tive que compartilhar com minhas amigas Aliria, Amanda e Raquel. Espero que tenha sido útil, meninas.

Segundo a pegada do livro, vivemos numa sociedade que tenta expugar nossos pecados por meio de tentar ser bom no que somos ruins e isso é uma grande perda de tempo.
Descobri com esses livros que sou boa em falar e escrever e por isso cancelei algumas coisas que iria fazer em 2016 e 2017. Dou preferência agora a cursos, livros, palestras que falam sobre falar em público e escrita acadêmica.  Somos capazes de tudo, mas não de tudo ao mesmo tempo. Temos que selecionar. E escolher é saber também dizer não.

Corta para o pensamento 20/80. Pensar que 20% das suas ações são responsáveis por 80% dos seus resultados é pesado. O pensamento da sequência é, como posso melhorar meus 20%, porque, sim, se você dobrar seus 20% de ações muito muito boas, você impactará não mais 80%, nem mesmo 100%, mas 160%. Logo, dobrando os seus resultados.

Ao longo dos meses, depois de conhecer esse princípio percebi alguns novos hábitos que aumentavam minhas melhores ações, meus 20%. Como a única coisa que tenho e posso trazer são minhas experiências pessoais, vamos lá:

- Ler livros em inglês
- Ler livros sobre finanças
- Escrever artigos sobre os cursos de extensão que tenho trabalhado
- Viajar alguns finais de semana para repor as energias
- Encontrar minhas amigas com mais regularidade (Tô devendo, migas suas locas)
- Passar tempo com meus avós, que são octogenários.
- Fazer meditação e afirmações positivas
- Estudar sobre sonhos lúcidos  (Gente, cruz credo, é muito legal)
- E curtir minha família.


Essas atividades tem causado um impacto importante e acho legal se você relativizar e tentar pensar nas atividades que podem melhorar seus resultados. Com simplicidade. Sem muitos floreios.

Eu acho que o que importa é sempre ter em mente a pergunta “o que importa para mim?” Pensando nisso, a resposta fica clara e seu planejamento de vida, carreira e estudos pode ser mais simples e com foco.

E você, o que importa para você?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

SEIRI: sobre o senso de utilização na vida acadêmica


Oi amigxs!
Tudo bem com vcs?

Nosso assunto de hoje é o SEIRI, você já ouviu falar? Bem, esse é o nome de um dos cinco pilares de uma técnica japonesa de nome 5S para a produtividade, bastante difundida no mercado empresarial. SEIRI significa senso de utilização, separar o útil do inútil antes do processo de criação. Preparar o espaço.

Bem, quando li sobre o SEIRI achei que tem tudo a ver com o blog e com vocês, queridos leitores. Para mim, a palavra chave depois de organização no SEIRI é clima. Você prepara o clima para produzir.

Tirar o inútil da sua mesa de trabalho não significa que aquele objeto terá como destino imediato a lixeira. Não. Significa que no momento do processo criativo, em nosso caso, comumente a escrita, aquele objeto não tem uma utilidade emergencial e, portanto, não precisa ficar em cima da mesa, pode ir para o armário, por exemplo. Sua mesa não precisa ser bagunçada. Eu juro. A primeira mesa linda que vi e disse “quero ser assim” foi de uma amiga, Mirela. Sempre chique e organizada. Tenha você também uma Mirela para se espelhar! Bj, Mi.

Acho a mesa de trabalho muito importante para o desenvolvimento de qualquer ação e naturalmente sua organização. Vejo umas mesas de colegas que me dá até medo. Aquele papo que “eu me entendo na minha bagunça” é verdadeiro, sim, eu mesma vivi isso muito tempo. Mas, galera, ter cada coisa em seu lugar não tem comparação. E ter poucas coisas então... ah, eu amo o minimalismo. Já contei aqui minha saga com meus títulos eleitorais e as carteirinhas de plano de saúde... Não quero mais isso para mim.

Os princípios do SEIRI são:
1-    Definir qual atividade importante eu devo fazer;
2-    Identificar o tipo de arrumação de acordo com a utilidade imediata dos objetos;
3-    Evitar sempre o desnecessário e o desperdício;
4-    Descartar o que você não vai usar agora: pode ser em outro local ou no lixo mesmo.




A atividade do SEIRI pode ser aplicada no seu computador também. Caso você tenha espaço, não precisa deletar nada, mas organizar é fundamental. Eu defino a quantidade de pastas nos “meus documentos”, de acordo com o número de projetos que estou envolvida. Exemplificando: Acadêmico- Trabalho e Pessoal. E dentro de cada item, eu desdobro os projetos que estou envolvida. Na pasta Acadêmico, por exemplo, tenho as pastas Congressos, Artigos, Resumos, Rascunhos e Publicações.

Dessa forma, eu me ajudo quando vou salvar um email que a minha orientadora me mande, por exemplo. Vou salvá-lo sempre buscando um padrão para facilitar meu arquivamento e minha futura procura. Geralmente fica assim: Academico.Resumos.Alas2017

Se o documento que estou escrevendo é para o blog, eu salvo: Academico.Publicações.Blog.SEIRI

Desse jeito eu me acho bem fácil.

Caso você esteja mexendo em um artigo, recomendo salvar com a data na frente, assim você evita os nomes ARTIGO.FINAL; ARTIGO FINAL. FINALÍSSIMO ou até o AGORA.ACABOU.MESMO.O.ARTIGO. Eu nem ligo mais, mas isso é vergonhoso, tá!?

Deixa bonitinho: 27.01.2017.Academico.Congresso.Alas2017. No futuro você vai ver que vale a pena.

Ah, uma coisa legal de falar também é para não jogar fora as maluquices que a gente escreve e não gosta depois. Eu tenho uma pasta de rascunhos que sempre me salvam para dar o pontapé inicial em um novo processo de escrita.
Essa aplicação do SEIRI facilita a localização de informações e objetos, otimiza seu espaço, aumenta sua produtividade, organiza mais e você aproveita mais seu tempo e recursos.

Espero que seja útil para você.
Com amor,

Ju.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Como escrever todos os dias



Eu escrevo todos os dias, há muitos anos. Essa rotina me ajuda muito a escrever cada vez mais e com mais clareza. Escrevo meu diário da gratidão, postagens para blogs, artigos acadêmicos, de opinião, projetos, relatórios, apontamentos para orientandos, escrevo ainda meu diário de bordo no trabalho, e-mails e meu planejamento de vida e de trabalho, claro que não tudo ao mesmo tempo. Eu sou uma pessoa normal. Tenho até família. É que  eu AMO ler e escrever. Na verdade, acho que é o que eu realmente aprendi nessa vida. \o/  



Um beijo pra Tia Sônia que me alfabetizou! 💓💓

O estabelecimento de uma rotina de escrita faz com que outros hábitos sejam beneficiados indiretamente e você acabe compondo uma sequência de atividades que te ajudam. Por exemplo, sempre ao ligar o computador eu faço meu chá. É uma rotina correlata que me ajuda muito a pensar e me hidratar enquanto estou produzindo. Lembrando que rotina não tem a ver com a hora, mas com a sequência de coisas que você faz.

A rotina da escrita diária me ajuda a escrever mais rápido e a ter mais objetividade e simplicidade no tratamento da informação e na operação com conceitos. Geralmente começo a atividade de escrita com um Mapa Mental que me guia na execução de uma tarefa, depois me desconecto da internet e faço um download da mente. Eu tento...rs.

Existe um mito sobre a escrita que é a ilusão que um texto nasce pronto, praticamente ”parido”. Bem, não é bem assim... não é assim mesmo. A atividade da revisão e da edição é tão importante quanto a composição do texto. Talvez até mais. Vocês não imaginam o quanto releio, reviso e leio para o Gustavo, meu marido e editor (ou quase).

Se você quiser escrever também todos os dias, seguem minhas dicas:

1-      Escreva rápido, revise  e edite bem d-e-v-a-g-a-r-r-r-r-r-r-r
2-      Escreva sempre no mesmo lugar, ajuda a engrenar a mente.
3-      Escreva num lugar organizado e sem distrações.
4-      Off-line, claro, né non!?
5-      A atividade de escrita começa na noite anterior, deixa tudo arrumadinho que dá mais ânimo.
6-      Esteja motivado, entenda as razões pelas quais é importante para você escrever.
7-      Planeje sua escrita, faço um mapa mental do que quero abordar e o sigo com amor.
8-      Planeje sua escrita anual. Eu uso um pipeline, tipo um calendário que marco quando os projetos vão pegar fogo e evito assim agendar duas grandes atividades de escrita para o mesmo mês, por exemplo.
9-      Se hidrate.
10-   Caminhe.
11-   Tenha regularidade. Especialistas afirmam que são necessários 21 dias para a formação de um novo hábito. Tenta. Você vai ter bons resultados, caso goste de escrever, claro.
12-   Converse com alguém sobre suas metas de escrita. Eu participei de um desafio há uns anos de um site inglês, mas infelizmente eles encerraram as atividades. O lance era escrever 500 palavras por dia (mais ou menos uma página). Era bem legal. Se tiver animado, a gente lança um por aqui! Hehehe.

Esse texto foi inspirado no meu guru Leo Babauta, do blog Zen Habits. Ele narrou sua atividade diária de escrita no artigo How To Write Every Day e me apaixonei. Se quiser ler a rotina dele, confere lá! Dá um Google.

Com amor, 💕💕💕💕💕😎

Ju.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Minimalismo, simplicidade e bem estar

Oi, gente.

Tudo bem?

Eu tive acesso na semana passada a uma revista digital  sobre MINIMALISMO, maravilhosa e grátis em sua primeira edição.

Vale muito a pena ler.

Vou colocar o link aqui e espero que gostem como eu me apaixonei.

Master of Simplicity Magazine é uma revista eletrônica em português idealizada pela Fátima Teixeira, uma portuguesa super simpática que dissemina princípios do AMOR e do BEM.

https://www.joomag.com/en/newsstand/master-of-simplicity-magazine-amostra-1-janeiro-2017/0090359001481983304?ref=ib

Com amor,

Ju.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Elevando seu nível acadêmico


Oie!
Tudo bem? Preparado para 2017? É... tá...vamos lá!
Então... alguns eventos em nossas vidas nos fazem mudar de fase,  em uns a gente se ferra, em outros, somos promovidos dentro de nós mesmos. Casar, divorciar, nascimento, morte, mudança, doença, cura, são eventos que podem nos transformar muito. Eventos acadêmicos também, por incrível que pareça.

Esse ano vivi três experiências que me elevaram. A primeira foi meu retorno ao grupo de pesquisa. Estudar em grupo é realmente outra coisa. Se você ainda não tem um grupo para chamar de seu, procure e lute por seu espaço. Estudar sozinho é legal, mas elevação mesmo você tem em grupo. Convites, seminários, trocas, isso nos faz crescer, produzir mais e melhor e, especialmente, nos dar uma identidade acadêmica. Se você pretende fazer um mestrado ou doutorado, conhecer seu possível orientador no dia da entrevista não é um bom plano. Mande um email, seja simpático, participe do grupo de pesquisa, leia os textos e relaxa porque você tá no caminho certo, vai por mim. Sabe que eu só boto na boa, neah?!
A segunda experiência ocorreu em outubro, o mês que elejo o mais “acadêmico do meu ano”. Fiz uma palestra na Marinha do Brasil sobre estratégias e desenvolvimento de carreira acadêmica. Uma palestra para uma plateia grande, num seminário anual de ensino.
Gente, isso me sugou para um nível acima do qual eu estava acostumada. Nunca pensei em estar num espaço do tipo, mas aquele protocolo e organização nada menos que impecável, me transformou. Eu entrei uma pessoa e sai outra.  E a palavra que não saiu da minha cabeça, embora não tenha sequer sido pronunciada foi EXCELÊNCIA. Isso definiu outros rumos e prioridades para mim. Então, minha dica para 2017 é: esteja em lugares de excelência que o façam refletir sobre quem você é e como pode ser e fazer melhor. Lacrou, Marinha. Xonei mesmo.
A terceira experiência foi TOP. Minha parceira de trabalho de 2015 me chamou em maio para ser parte de sua banca de pós-graduação na UFRJ. Jesus... que dia lindo foi aquele? Li o artigo 550.000 vezes, colei todos os post-its que eu tinha e fiz várias anotações e um super mapa mental. Vesti minha saia de baronesa de Mambucaba (Um dia eu conto essa história) e lá fui eu... para a universidade que estudei! Queria ter levado a minha avó pra me ver! Minha primeira banca de pós!!! Com 32 anos!!! Obrigada, Jesus. Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra vc, Xuxa!!!
Precisa dizer que eu estava mais nervosa que a vítima? Não, né!? Eu estava até suando frio. Uma banca com mais três super mega doutores e eu, a humilde meritiense. Pensei até numa parada tipo “A classe operária chega ao paraíso”. E fiz as coisas direitinho! êêÊ. Nada de passar vergonha, meu povo.
Meu recado para você é coloque-se em situações de excelência e elas vão te ajudar no exercício infinito de se reinventar e ressignificar sua vida.
Bom 2017.
Luz e força.
Com amor,

Ju.
😉Excelencia como Meta


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Aprendendo mais em 2017


Oie, amigxs. Tudo bem? E o Natal? Sentados vendo TV? Animadão, né!? Rs...

A cada novo ano eu tenho o hábito de eleger novas coisas que quero aprender. A minha lista está pronta. Quero te dar umas ideias, caso você ache legal implementar:

1-      Tenha um plano de aprendizagem, desenvolva suas metas em projetos menores que possam ser concluídos em um ano ou menos e que estejam relacionadas aos seus valores e horizontes de vida.

2-      Aprenda sobre educação financeira: não só melhores meios de guardar dinheiro, mas também formas de investir e fazer seu dinheiro trabalhar para você.

3-      Aprenda sobre educação/reeducação alimentar. Uma  vez reestruturada essa questão, impacta sua vida em diferentes sentidos e é positiva de todas as formas: econômica, estética, emocional, física, autoestima, dentre outros.

4-      Estude um pouco de técnicas de oratória. Aprender como falar de forma mais clara e mais marcante é sempre importante. Para todas as suas áreas de atuação!

5-      Gosta muito de um tema, mas não gostaria de entrar em uma graduação ou pós? Ué, gente, internet está aí pra isso! Com seu plano de aprendizagem montado, estude História Medieval, Civilizações Antigas, Mecânica Quântica ou Decoração de cupcakes. Você é livre!

6-      Aprenda sobre armário cápsula. Você economiza horrores e aprende a combinar todas as roupas, economizando também tempo. Sou geminiana. Preciso de limites. Caso não os tenha, perco tempo e objetividade em coisas simples como escolher a marca de caneta que eu prefiro (- Você não sabe o que prefere, Juliana? - Hummm...não. Sou geminiana, gente)

7-      Estude sobre as cores que combinam mais com sua cor de pele e cabelo e pare de comprar o que não te valoriza.

8-      Aprender sobre como estruturar novas rotinas, especialmente uma em casa e outra no trabalho, te dá um controle da gestão de seu tempo e do que você é capaz de fazer num período determinado, e  você não vai querer outra vida. É Chato? É. É eficiente? É. Então é isso que importa. Sugiro a leitura do livro O Poder do Hábito.

9-      Aprenda a registrar tudo num caderno ou celular. Sua mente deve ter espaço para exercitar a criatividade e não ficar te acordando as 3:05 da madruga para te lembrar que você tem dentista. Ah, você deve ter um processo contínuo de revisão das informações para que esse download seja eficiente para você.

10-   Aprenda a viver mais no tempo presente. Nada de futuro. Nada de passado. Sua vida acontece agora. Atenção Plena ou Mindfulness foi meu grande aprendizado de 2015 que eu usei muuuuuito em 2016 e espero que pelo resto da vida. Respire e aproveite o dia.

11-   Tem currículo Lattes? Não? Deveria ter. Se você já tem, assista um tutorial sobre como preenchê-lo corretamente. Algumas informações são inseridas mais de uma vez. Exemplo: Você foi a um congresso e apresentou um trabalho. Provavelmente existem três inserções a serem feitas em seu currículo: participação em congresso, apresentação de trabalho e publicação nos Anais do congresso. Prestenção, galera. Prestenção!!! Não vale engolir barriga (Seja lá o que isso signifique).

12-   Cadastre-se num grupo de agenda do Facebook para ver os eventos que você quer/pode participar em 2017. Você planeja e manda ver!

É isso. Feliz 2017!

Com amor,
Ju.