Oi, gente.
É com muita felicidade que compartilho as informações sobre a Oficina de Escrita Acadêmica!
Serão 4 horas de muita clareza e conquista.
Na oficina você receberá uma apostila detalhada com 20 técnicas de estudos avançados, organização e escrita acadêmica, flashcards de acesso rápido à informação contendo os conceitos principais, o e-book do blog Sua Vida Acadêmica, 30 dias para tirar suas dúvidas por email, grupo do Whatsapp para quem quiser participar e participação na lista de transmissão de dicas de estudos e escrita.
Quem vai ministrar a oficina sou eu mesma, Juliana Prata. Tenho uma recente certificação internacional em Revisão de Texto, sou professora de carreira universitária, orientadora de monografias e artigos, entre muitas outras coisas. Se quiser saber mais sobre minha carreira e como minha trajetória pode te ajudar a terminar seu artigo, projeto, dissertação ou tese, clica no link do meu currículo LATTES
O mais legal é que você além de tudo o que eu já citei, pode sair da oficina com seu PLANO DE ESCRITA PRONTO, a partir do modelo inédito que eu criei. Claro, caso você tenha intenção de concluir um projeto. Caso seja estudar sem intenção imediata de escrita, o que não vai falar é material!
O valor do investimento é R$220,00- Aceito cartões e parcelo em até 10X sem juros
Para graduandos temos um desconto e o valor sai a R$ 170,00, também com cartão e parcelamento.
As possibilidades para pagamento são duas: depósito bancário e cartão.
São apenas 20 vagas. É o limite de lotação da sala para que todos tenham conforto.
GRATIDÃO IMENSA PELO APOIO DE TODOS OS MEUS AMIGOS E LEITORES QUE ME INCENTIVAM A DAR PASSOS TÃO IMPORTANTES!
Com muito, muito amor,
Ju.
PS: Me manda um email se te interessou: julianaprata.prof@gmail.com
Obs.: Caso não tenha aberto a imagem, a data da oficina é 23/09, sábado, das 10 as 14h. Local: Espaço Maker- Av. Rio Branco, 39- sala 801, centro do Rio.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Nova Série no Blog: Organização e Escrita Funcional
Oi, gente!
Gratidão aos mais de 10.000 leitores de 35 países que
acompanham o blog! Em comemoração a essa comunidade acadêmica que está se
formando, eu preparei um presente!
Vamos começar na próxima semana mais
uma série no Sua Vida Acadêmica, a Organização
e Escrita Funcional. Essa nova série, como tudo aqui no blog, é conteúdo
inédito e fruto de muita pesquisa e empenho. Serão cinco artigos que
compilam como a organização e as anotações úteis podem alavancar sua vida.
Calma. Não é para etiquetar o pote de cotonetes (!). É sim para fazer anotações
úteis, que servem para otimizar seu tempo e organizar sua vida nos aspectos:
profissional, acadêmico, pessoal, saúde e bem estar e, por fim, casa.
É... por que a Sua Vida Acadêmica
não é só estudar né, mores? É o conjunto da obra!
Espero que vocês gostem!
Aceito sugestões, tá!?
[julianaprata.prof@gmail.com]
Com amor,
Ju.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Como é uma entrevista de mestrado?
[ Tempo de leitura 1' 56" ]
A
entrevista de mestrado é geralmente a segunda ou terceira etapa de um processo
de seleção a um programa de pós-graduação, seja ele, privado ou de instituição
pública. Em geral, a primeira fase é a construção de pré-projeto. Algumas
instituições ainda mantêm provas de seleção com temas bem gerais. O objetivo
maior dessas é ver sua capacidade de escrita e desenvolvimento de raciocínio
com clareza e foco.
Entrevistei
19 pessoas que estão ou já estiveram envolvidas em algum processo de seleção
acadêmica. A maioria foi entrevistada, 14 e 5 foram ou são os entrevistadores.
Seguem
dicas de quais são os objetivos de uma entrevista, segundo os
professores-orientadores:
1-
Eles querem entender se você foi o autor do pré-projeto e se possui o domínio
sobre o mesmo.
Entenda, ele não se interessa muito se você dominou
o protocolo de 2017 sobre as bactérias dos moluscos da Polinésia Francesa. É o
domínio do seu projeto. E olha,
muitos falaram que tem gente que vai pra entrevista sem ter tido uma leitura “fresca”
de seu próprio projeto. Se liga!
2-
Querem ver se, pelo menos em teoria, você pode dar conta dos 24 meses do
mestrado.
Vou te contar um segredo. Se você não receber bolsa,
você tem 30 meses para terminar.
Ah, é nessa hora também que você demonstra segurança
e estabilidade emocional. Diz que vai largar emprego, mulher/marido, cachorro,
academia, etc... Entendeu que é hora de prometer tudo, né?! O negócio é passar!
Nota importante: ninguém quer uma pessoa “treteira”,
problemática. Se você for assim, finja.
Entre
os entrevistados o foco foram as principais perguntas da entrevista. Sim, pode
me amar. Eu pensei em tudo! Então, vamos lá! Ah, claro, importante falar que não é um protocolo fixo e as perguntas podem variar. Mas eu coloquei aqui as que se repetiram em pelo menos 5 relatos de entrevistados.
1- Por que quer fazer mestrado?
Um
a resposta adequada é ampliar os horizontes, ser pesquisador e por aí vai... Não
sei o porquê, mas quando você diz que quer ser como eles, professor universitário,
muitos rebatem essa ideia. Enfim, a cola tá aí.
2- Se não houver bolsa, você ainda assim
quer a vaga?
SIIIIIIIIIIM!
Não pense em outra resposta. Depois, se for o caso, você chora com o
coordenador da pós. Mas só depois da matrícula.
3- Por que escolheu esse programa?
Diga
que é o mais perfeito da terra e que nunca se inscreveria para nenhum outro.
Mostre foco, pessoa!
4- Se não houver vaga para seu
orientador, você topa trocar?
SIIIIIIIIM.
Gente, Deus escreve certo por linhas tortas. Vai que o destino tá te tirando do
poço do mal?? Aceita que dói menos.
5- Você está disposto a mexer no
referencial ou no projeto?
Nem
vou responder essa.
6- Reduziria a carga de trabalho para
estudar?
Nem
essa. Minta. Eu fiz com três empregos de 15 horas cada e grávida no final.
7- Pretende se casar, ter filhos?
Haja
vista que é assédio moral, disfarce sua cara de sindicalista e finja que é uma
pergunta normal. Diga que não e não, respectivamente. Se já estiver mergulhado
nas tramas familiares, diga que vai se empenhar. E muito. Que é um projeto
familiar (!)
8-
Explique em poucas palavras seu projeto:
Agora,
reza e se vira. Não busque cara de aprovação. Não vai ter. Finja que tá tudo
bem. Sorria e fale calmamente. Respire para oxigenar a mente e ter mais chance
de falar bem.
Meus
entrevistados são tão incríveis que dão dicas bônus:
- Não se atrase;
- Roupas discretas;
- Projeto na ponta da língua e impresso na
mochila/bolsa;
- Preste atenção em todos da banca, mas foque na sua
vítima, digo, orientador. Sorria.
Está
aí, gente. Foram 2 meses entrevistando a galera para compilar algo inédito
e digno de sociedades secretas. Agradeço publicamente a todos e todas que me ajudaram. Espero que tenham gostado. Respiração, atenção e
calma são elementos fundamentais para você se dar bem na entrevista.
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Como escrever uma resenha?
[ Tempo de leitura 1' 10'']
Oie, tudo certinho? Comigo tudo bem.
Tô preparando a oficina de Escrita Acadêmica que vai acontecer na última semana de julho. Vai ser muito boa!
Hoje vamos falar da escrita de resenha. Tema legal e bem relevante no meio acadêmico, inclusive para publicações.
Resenha é um tipo de gênero textual usado para
avaliar- elogiar ou criticar- o resultado da produção intelectual em uma área
do saber (MOTTA-ROTH, 2001, p. 20).
A estrutura retórica básica de uma resenha é:
APRESENTAR – DESCREVER – AVALIAR –
RECOMENDAR O LIVRO
|
|
1- APRESENTAR O LIVRO
Passo 1:
Informar o tópico geral do livro e/ou
Passo 2: Definir
a audiência do livro e/ou
Passo 3: Dar
referências sobre o autor e/ou
Passo 4: Fazer
generalizações e/ou
Passo 5: Inserir
o livro no campo do saber e/ou
2- DESCREVER O LIVRO
Passo 6: Dar uma
visão geral da organização do livro e/ou
Passo 7:
Estabelecer o tópico de cada capítulo e/ou
Passo 8: Citar
material extra-textual e/ou
3- AVALIAR PARTES DO LIVRO
Passo 9: Realçar
pontos específicos
4- (NÃO) RECOMENDAR O LIVRO
Passo 10A:
Desqualificar/recomendar o livro ou
Passo 10B:
Recomendar o livro apesar das falhas indicadas
Mais
explicadinho que isso, só dois disso. Então, seguem também minhas dicas!
1- Leia e destaque as informações essenciais do
texto como:
1.1-
Objetivos
1.2-
Problema de pesquisa
1.3-
Metodologia
1.4-
Resultados
2- Pesquise sobre a vida do autor e o contexto da
obra para situar seu leitor
3- Seja ético e honesto na composição de sua
escrita.
4- Revise seu texto, especialmente na apresentação
dos conceitos da obra-fonte. Caso esses não tenham sido bem compreendidos e
analisados, sua resenha estará totalmente comprometida.
O entendimento dos passos e dos princípios da obra
original possibilitará uma resenha de boa qualidade acadêmica. Periódicos
físicos e virtuais têm seções específicas para tais publicações, que têm grande
valor de produção acadêmica.
Por hoje é isso.
Gostou da ideia da Oficina de Escrita Acadêmica? Gostaria de estudar comigo?
Nesse dia você vai aprender como escrever com mais segurança, seguindo um plano de escrita trabalhado a partir da metodologia que eu desenvolvi para uma escrita acadêmica mais interessente. Além disso você vai receber como bônus um ótimo material sobre Mapas Mentais, Revisão de Texto, Brainstorming, Ciclo de Estudos, Produtividade e Dicas de Estudo e Escrita. Tudo fruto de muito estudo e dedicação, com observações inéditas e preparadas exclusivamente para os alunos da oficina.
Me manda um email: julianaprata.prof@gmail.com ou um whatsapp 55 (21) 986563125
terça-feira, 30 de maio de 2017
Como identificar o essencial nos estudos?
[Tempo de leitura: 2' 45'']
[ O artigo a seguir foi publicado originalmente na 2ª edição da Revista Master Of Simplicity- Março de 2017]
Quer saber mais? Conhecer o trabalho? www.masterofsimplicity.com
Não tenho um caminho novo.
O que tenho de novo é um
jeito de caminhar.
Thiago de Melo
Minha jornada no minimalismo me faz sempre pensar sobre o processo
de estudos. Estudar é uma atividade que nos encontra em diferentes momentos da
vida e não precisa estar vinculada a uma matrícula na universidade. Hoje com a
internet podemos estudar sobre os mais diferentes temas. É um mundo de
possibilidades. Mas se não selecionarmos o que é importante para nós, podemos
nos perder. Simplicidade é a chave.
Nesse caminhar tenho aprendido a simplificar na vida e também nos
estudos. Identificar o essencial é importante para manter a motivação e a
regularidade.
Estudar é um projeto. E para definir se um novo projeto entra na
minha vida, preciso perguntar Por que e
Para quê? Identificar os objetivos dá uma clareza maior sobre quais as
melhores decisões a serem tomadas. Objetivos simples são mais fáceis de
atingir. Caso não sejam simples, recorto-os em objetivos menores e possíveis.
Eleger prioridades segue nesse fluxo, juntamente com aprender a
dizer um doce, mas firme “não”. O “não” também se estende a papelada. Sabe
aqueles papéis da faculdade, do curso, da pós? Deixei-os ir. Eu digitalizo e
armazeno o que for essencial.
No livro
Power of Less, Leo Babauta nos traz
princípios que podem ajudar a pensar a simplicidade para os estudos. São bases,
na verdade, de um tipo de minimalista de produtividade. São eles:
1-
Estabelecer
limites;
2-
Escolher
o essencial, o que tem mais impacto;
3-
Simplificar:
identificar o que é necessidade e o que é desejo;
4-
Focar no
presente;
5-
Criar
hábitos;
6-
Caminhar
a pequenos passos.
Planejar o que estudar é uma bússola. Evita a dispersão. Planejo na
semana anterior os itens que preciso ler, apontar e escrever.
Eu uso Mapas mentais para registrar as ideias essenciais de livros,
artigos e uso ainda planejar minha escrita, leituras, tarefas e meu orçamento
também. Uso uma pipeline anual para
marcar os projetos maiores que quero me dedicar e evitar que esteja com muitas
atividades, sem foco e com capacidade criativa reduzida.
O foco é simplificar, mas não significa que seja simplista. O
impacto é a questão. O que você faz que gera maior resultado nos estudos? Ler
as indicações, escrever artigos, apresentar oralmente produções? Se conheça e
invista no que você gosta de fazer e pode fazer bem.
Para o processo de estudos com foco na escrita recomendo fazer um mapa mental, depois, um sumário e, depois de formada a estrutura do
projeto, preencher não linearmente as partes, com regularidade, se possível
escrevendo todos os dias. É preciso ver o todo, isso facilita um processo de
escrita mais simples, menos sofrida e com mais impacto.
Para estudos dirigidos a exames recomendo o estudo sob a forma de
ciclos. Depois de definido uma carga horária para cada assunto, respeito o
cronograma a partir do meu tempo disponível e de mais energia. Assim que
encerro a atividade, cronometro o tempo e na próxima sessão retomo de onde
parei.
O processo de estudos é um processo de desenvolvimento pessoal,
aprender é se aprimorar e também viver melhor.
O minimalismo nos ensina que menos é melhor, que a qualidade se
sobrepõe à quantidade e isso se estende a todas as áreas da vida. Ter foco,
destralhar, selecionar suas atividades dentro do possível, entender seus
processos de aprendizagem e seu papel no mundo - escolhendo o essencial- é ter simplicidade, que é de onde vem,
parafraseando a frase atribuída a DaVinci, a verdadeira sofisticação. Bons
estudos.
Fotografia: Vinicius Monção [www.viniciusmoncao.com]
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Como Escrever sua Monografia
A escrita da monografia
não é um tema fácil. Principalmente se juntarmos a ela as últimas disciplinas,
estágios e trabalho. Pesado.
Mas antes, falemos sobre ovos.
Emanuele vende ovos
orgânicos. Tão orgânicos que ela que cria as galinhas. Na hora da venda, tem
uma lista de pessoas VIP e eu era a última.
E eu agora faço parte da nata. Vendi esse artigo em troca da prioridade
da venda de ovos no meu departamento. Valeu, Manu. Meu pão com ovo tá
espetacular.
Voltemos às monografias.
Segundo Perotta (2004) a
escrita de uma mono pode seguir os seguintes estandartes sem medo de errar: 1.
RACIOCÍNIO LÓGICO (Pq...né...tá faltando um pouco hoje em dia); 2. COMUNICAÇÃO
CLARA; 3. PLANEJAMENTO (Sim, depois que tive um filho no susto aprendi a
planejar tudo.) e 4. NORMAS E REGRAS.
Pensar sobre o que fez/faz
sentido para você na faculdade é importante. Do que você gostou? Quais campos
de identificou? Com o quê você acha que poderia se dedicar a descobrir? Se suas
últimas respostas foram NADA, NENHUM e NÃO TENHO IDEIA, pode fechar o texto. Se
quer algo a mais, fica comigo. Brincadeira! Leia até o fim, tem surpresa!
Converse com seu
potencial orientador. Em algumas faculdades não há essa possibilidade, nem ao
menos de escolher. Ok. É ruim, mas não é o fim.
Em ambos os casos, nas
primeiras conversas demonstre interesse.
Afinal, o trabalho é seu né, gente? Quem quer se formar mesmo? Atá!
Sempre pega bem no começo
de tudo, entregar uma folhinha digitada com seus dados e:
1- Tema:
2- O que quer?
3- Como vai fazer isso?
O tema é abrangente e
já te da pistas para recortar os percurso que você quer fazer. “O que quer?” já
é o objetivo do trabalho e “Como vai fazer isso?” fornece o protótipo da
composição da metodologia.
Na sequência, selecione
três palavras-chave que são a estrutura da sua mono. Atenção, não são três
frases, muito menos três tratados. São apenas palavras, mas são as que vão dar
total sentido a sua produção. Por exemplo, minhas pesquisas todas se estruturam
assim: Desigualdade, Juventude e Políticas Públicas.
Converse com seu
orientador. Mostre tudo. Se ele não te atende, mande mil e-mails. Se você acha
que ele não gosta de você, sim, ele não deve gostar mesmo. Se acha que você escreve
mal, não tem problema. Isso dá pra aprender! Mas LEIA TUDO QUE ELE MANDAR.
CUMPRA OS PRAZOS. MESMO QUE ELE NÃO CUMPRA. Beijinhos para minhas três
orientandas do semestre (rs..)
Sem mi mi mi.
Seguiremos.
Manu espero que esteja gostando. A cartela de ovos está no fim. O Mi mi mi,
você sabe que foi sobre a reclamação de ter recebido 18 textos como
recomendação de leitura.
Para mim, o próximo
passo é o Mapa Mental. Com os três tópicos (Tema, O que quer e Como vai fazer)
bem esclarecidos na sua mente, além das palavras-chave, você pode construir seu
Mapa Mental/Conceitual a partir da primeira (mais importante) palavra-chave.
Siga as ideias primárias que se correlacionam, depois as secundárias,
terciárias e ao final você terá um ótimo plano de escrita.
Planejar é um conceito
meio estranho pra muita gente. Mas eu juro, funciona. Fala aqui uma improvisadora
louca em tratamento.
Depois do Mapinha
pronto, transforme as palavras em frases e construa os capítulos, seções e até parágrafos mais claros.
Liste os autores
encaminhados por seu orientador e sintetize seus conceitos em apenas uma
palavra ou no máximo frase curta. Olhe para seu Mapa e “encaixe” os autores nas
seções que você julgar adequadas. Isso já te dá a precisão necessária da
posição que os autores vão entrar no seu trabalho. Questões como quem entra
no capítulo 1 ou 2, estarão possivelmente controladas pelo seu Mapa que agora
estará em pleno funcionamento para você seguir seu plano de escrita.
Minha última dica:
ESCREVA! Redija! Sente e pense! Comece pela conclusão e todo o processo de
escrita estará bem direcionado. Escreva tudo, inclusive o título com a conclusão no seu horizonte. Isso
“amarra” os argumentos do seu trabalho e faz com que você se distraia menos do
foco.
Ah, escrever não é
linear. Então, olhando seu Mapa Mental/Plano de Escrita, você pode escrever com
segurança um pedacinho do capítulo 2 e outro pedacinho do 1 sem o risco de se
perder nas ideias. Ou pelo menos com o risco minimizado.
Escrever é um processo
lindo. É se colocar no mundo. Uma forma de se expressar sobre um tema que você
gosta. Curta o momento. Pode parecer que eu estou te sacaneando, mas há beleza.
Um pouco, mas há.
Por hoje é só pessoal.
Se você tiver uma
sugestão de tema, escreve para mim.
Com amor,
Ju :)
SURPRESA:
Ah, eu vou fazer uma Oficina
de Escrita Acadêmica no mês de julho. Se você é do Rio de Janeiro e gostaria de
estar comigo na construção de seu projeto de monografia ou mestrado, me manda um
email: julianaprata.prof@gmail.com
Serão 4 horas presenciais
muito produtivas .
Na etapa presencial
você sai com seu Plano de Escrita pronto, detalhando tudo o que você deve fazer
para escrever seu trabalho. Estou estudando a possibilidade de fazer um
acompanhamento virtual também.
O meu papel não será o
de substituir seu orientador e nem de escrever por você, mas te oferecer um
apoio técnico e metodológico consistente e um treinamento pessoal de estudos e
escrita acadêmica.
E se você não tem uma
mono nem um projeto de mestrado e ainda assim quer estudar comigo, será muito
legal. Nosso foco será mais aberto e eu vou poder te oferecer minhas
ferramentas desenvolvidas nos últimos anos para alta performance acadêmica.
Vou
oferecer duas bolsas gratuitas para graduandos em escrita de monografia. Já fui
graduanda, sei como é essa vida.
Se
te interessou, me manda um e-mail. Juro que o preço é acessível.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Como fazer um projeto de mestrado?
Esse texto foi pensado com muito
amor para uma ex-aluna, Analú. Uma das mais perspicazes. Fui sua professora de
Sociologia no Ensino Médio. E, para minha grande felicidade e realização, ela
está concluindo sua graduação em Ciências Sociais e se prepara para o mestrado.
Se você também tem interesse em
saber como construir um pré-projeto de mestrado, fica comigo! Aqui as dicas são
sempre certeiras!
Quero falar que trato de pré-projeto e não de projeto porque
entendo que ele pode e vai mudar. Então, se liga.
1- Participe do grupo de pesquisa de seu orientador de
monografia.
Esse é um caminho mais simples
para o mestrado. Eu sei que tem trabalho, casa, vida, tudo. Mas você deve
priorizar. Para o mestrado o mais importante é a pesquisa. Não exatamente a
sua, mas do seu orientador. É sério.
Analú, sei que você não tem TCC e
por isso minha sugestão de escolha de orientador é sempre: 1- boa pessoa (Não
chame o capeta pra sua vida é uma de minhas metas) e 2- tema legal. Pense nos
seus professores que atuam na pós.
2- Não tem orientador? Vá ao
site do programa de pós-graduação e leia sobre as linhas e pesquisas.
Busque os professores que
trabalham com temas interessantes e que você gostaria de estudar e pesquise
seus currículos Lattes (lattes.cnpq.br). Procure no Lattes dos professores os autores
que eles usam na estrutura de suas pesquisas. Isso é bem fácil. Leia os
títulos dos trabalhos, podem vir escritos os nomes de alguns referenciais. Ou
mesmo baixe dois ou três artigos do potencial orientador e vá direto para as
referências para identificar pelo menos três autores trabalhados.
3- Apresente-se!
Sim, na cara de pau. Envie um e-mail
(está na página do Lattes de sua vítima, digo, potencial orientador). Marque um
encontro de preferência antes de o edital ser publicado, por questões éticas
óbvias. Como fazer isso? Beibe, estamos em abril. Período certo para se fazer
isso. Os editais de processos seletivos de mestrado começam a pipocar de julho
a setembro. Corre então na página do programa que você quer e baixa o edital do
ano passado e pesquisa. Não sabe qual página? Dá um google: mestrado em ... e vão aparecer universidades públicas e
privadas que têm programas de pós-graduação Stricto
Sensu.
Ah, se convide para o grupo de pesquisa!
4- Apresente-se mesmo!!
Se deu para conversar com a
pessoa, show. Se não deu, continue na luta. Eu conheci minha orientadora
querida, ao contrário dos mitos acadêmicos, NO MOMENTO da entrevista. Não faça
isso, é muito arriscado. O que você escolheria: um estudante que você conhece e
sente firmeza ou um que nunca viu e nem sabe se foi ele mesmo que fez o
pré-projeto? Pois, é.
5- Apanhado de ideias
Com a lista de
autores-referência, leia dois ou três artigos, principalmente os que vêm
citados nos artigos de sua vítima! Grife, entenda, resuma, estude. Após esse
processo, faça um brainstorming das
suas ideias no papel. Escreva todas as palavras que vem à mente sobre o tema
que você está construindo. Escreva por 20 minutos. Fique concentrado. Sua mente
vai ser estimulada à uma composição aparentemente aleatória que montam um
universo de conceitos que podem ser muito bem aproveitados na escrita.
Você pode estar pensando em fazer uma sessão dessas todos os dias.
Perda de tempo. Nosso cérebro funciona por padrões estabelecidos por nossos
hábitos e preferências. Essa atividade é para ser realizada com intervalos
grandes de tempo. Caso contrário, você vai encontrar praticamente as mesmas
palavras. Vai por mim.
6- Possibilidades de escrita:
O quê? Como?
Então, agora vamos organizar essa
bagunça. Leia as palavras de sua tempestade mental e garimpe a que faz mais
sentido para você. Por onde você começaria. Pense exatamente o que você
gostaria de pesquisar e como, a princípio.
Digo a princípio porque é um
pré-projeto. Ele pode e talvez vá mudar. Talvez até no dia da entrevista sua
vítima te esclareça isso.
7- Referencial
Depois de ler as palavras que vão
nortear sua escrita e pensar no o quê e no como, escreva a lista de referencial
teórico e uma frase curta que sintetize MUITO o que o autor diz. Aí você vai
estar preparado para fazer uma das coisas mais importantes: o plano de escrita,
O MAPA MENTAL.
8- Mapa Mental
Eu amo mapas mentais. Para tudo.
Desde planejar a semana até apresentar um trabalho em congresso.
Mapa mental é uma poderosa
técnica gráfica que permite desbloquear o potencial cerebral. Concentra grande
parte das capacidades relacionadas com palavras, imagens, números, lógica,
ritmo, cor e espaço, numa única ferramenta (BUZAN, 1981). É ainda um
instrumento de orientação poderoso (DIMAS, 2016). É uma ferramenta que usa os
dois hemisférios do cérebro e possibilita treinar a memória criativa,
organização de informação e ideias e associação de informação (BUZAN, 1990)
Um mapa mental usa cores, linhas
curvas, imagens e associação de ideias (DIMAS, 2016)
A ideia central é escrita no meio
de uma folha apenas em UMA palavra, as ideias periféricas vão se acoplando num
segundo espaço e sucessivamente as ideias seguintes, todas naturalmente
associadas com a lógica que você está criando.
Tenho um texto só
sobre MAPA MENTAL aqui no blog. Procura lá.
Então, formado seu Mapa, seu
plano de escrita, você já tem o tema, cada tema secundário pode ser um tópico
de análise ou capítulo, cada ideia terciária pode funcionar como norteador da
escrita dos parágrafos e até como definidor das frases importantes que
constarão no projeto. Gostou? Eu amo. Eu falo isso há dois anos aqui no blog.
9- Escreva!
Observe seu Mapa Mental e as
normas de escrita do pré-projeto que constam no edital de seleção. Obedeça as
etapas sugeridas, que não verdade não são sugestões não, tá!? Aqui eu mando a
real!
Geralmente são: título, nome,
orientador, linha de pesquisa, introdução, metodologia, resultados, discussão,
conclusões e referenciais. Alguns pedem cronograma também. Isso eles fazem só
para verificar se você não é sem noção. Eles sabem que esse cronograma é
furado. Tem questões no mestrado, especialmente na entrevista que são quase
como um teste psicotécnico. Sobre isso falarei em outro artigo “Entrevista de
mestrado”. Rezem para que seja ainda esse ano, rss..
10- Revise
Revise com cautela. E tenho dito.
É isso, espero ter ajudado. Esse
é o conjunto das minhas experiências que me renderam uma nota muito boa no meu
pré-projeto de mestrado. Agora é com você.
Com amor,
Ju.
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