sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Como ler mais rápido?

Tempo de leitura 2'05'' 

Muita gente me pergunta sobre dicas para acelerar a leitura de artigos acadêmicos e livros de diferentes gêneros. Eu já comentei que eu fiz um curso de leitura dinâmica na pré-adolescência? Então, nem dá pra explicar o que eu fazia naquela turma. Era uma loucura e meu professor era um super nerd com a cara do professor Ludovico, da Disney.

Existem muitos mitos sobre a leitura dinâmica e o principal deles é que ler rápido faz com que você não entenda o que leu. Eu posso afirmar por conhecimento de causa que não é assim que funciona. Quanto mais rápido você lê, mais ritmo você imprime ao seu sistema de compreensão e aprendizagem. Do contrário, quanto mais devagar você lê, na intenção de prestar mais atenção, mais você vai acostumar seus sistemas cognitivos a um ritmo mais lento. Então, leia rápido. É realmente melhor.

Ler mais rápido é possível. Porém, há limites. Muitos cursos pela internet prometem milagres. Algo como download do livro direto na mente. Isso não tem não. Mas há como, respeitando seu ritmo e compreensão, ir acelerando o volume de informações processado durante uma leitura.

Outra questão importante de ser dita é o tipo de leitura que se tem como demanda. Já li livros de ficção de 400 páginas em uma tarde e textos acadêmicos de Hegel de 30 páginas nas mesmas 4 horas. Relativizar é importante quando se trata de leitura acelerada.

                                                    Fonte: Google

O escritor Tony Buzan, a quem este blog deveria ser dedicado, escreveu um livro sobre o tema. Ele sentia que o ritmo de sua leitura era muito lento, em busca de superação, descobriu que era possível ler mais rápido estudando a física dos olhos e a maneira como o cérebro processa informações, em pouco tempo ele conseguiu dobrar sua velocidade de leitura, depois disso ele desenvolveu um potencial que o permitiu ler mais de 2 mil livros ao longo da vida. Pensa só... uau! Eu leio uns 40 por ano, excetuando 2016, que foram 70. É, talvez eu chegue a esse número um dia. Buzan diz ainda que:

“Quem pratica leitura dinâmica compreende melhor o texto, alcança maiores níveis de concentração e tem tempo para revisar áreas de especial interesse e relevância.”

Um das técnicas ensinadas por Buzan e que uso muito é a Técnica de Varredura. Ela consiste em você passar os olhos diagonalmente pela página que você vai ler. É coisa de um segundo mesmo. Pesquisas apontam que esse procedimento realiza um tipo de registro duplo da informação. É como se você já tivesse, de alguma forma, lido a página que passou os olhos e, quando a lê realmente, seu cérebro tem uma compreensão maior porque entende que é uma releitura e não uma leitura inicial.

Outra dica que me ajuda muito a melhorar meu tempo de leitura é cronometrar meu tempo médio de leitura de página. Pego uma página de complexidade média e marco quanto tempo eu levo para lê-la por completo. Esse exercício me ajuda a planejar tempo de calendário para estudos para alguma prova ou mesmo só para saber. Com meus alunos, apenas o fato de marcarem seu tempo, faz com que se sintam obrigados e ler ao menos um pouco mais rápido e “quebrarem” seus recordes. Vale tentar.

Eu também uso metas de leitura. De livros mais simples, umas 50 páginas por dia é tranquilo de se alcançar. Para livros mais difíceis, eu tiro a média de tempo disponível e vejo quanto é possível. Mas, só de criar essa intenção de metas, já ajuda muito em direção aos seus propósitos. Ah, usar post-its de metas também é muito legal. Você está na página 50 hoje e já cola o post-it na página 100, que seria a meta de amanhã.

A última dica é aproveitar as janelas de tempo durante o dia. São muitas, não duvide. Por isso, sempre tenha um livro, artigo ou partes deles com você. O pessoal dos concursos públicos costuma até destacar as páginas e encaderná-las por capítulos ou seções. Sinceramente, ainda trato livros como entes queridos, e essa ideia me apavora, mas existe. Saiba disso.
O ato de ler é realmente fundamental para nossa vida social, parafraseando o querido patrono da educação brasileira, Paulo Freire. Falar sobre leitura e livros num país onde menos de 50% já leu partes de um livro (não estamos nem falando de um livro inteiro), ainda é um privilégio, infelizmente. Falar de escrita acadêmica então... para poucos. Uma pena. Mas, vamos fazendo nossa parte na construção de uma sociedade mais equânime e que todos tenham direito a ler e escrever, seja rápido ou mesmo devagar.

E você, gosta de ler? Deixa um comentário sobre suas ideias de leitura.
Com amor,
Ju

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Desafio do Artigo

Feliz 2018!
Muitos planos para o novo ano? Eu sim! Minha palavra do ano é HARMONIA. No corpo, na mente, na família e na vida acadêmica, claro.
Eu tenho um prazo até 30 de janeiro para entregar um artigo científico que vai para os Anais de um congresso internacional realizado em dezembro do Uruguai. Nesse cenário de férias, volta à rotina e organização do novo ano, tive uma ideia: um desafio.
                                                                                             Fonte: Google

Vou mostrar para vocês como é possível escrever um artigo com toda seriedade e critérios acadêmicos do zero até sua revisão final em 10 dias. Você pode acompanhar esse desafio no stories do Instagram @suavidaacademica. 

Vou começar na manhã do dia 15/01/2018. Mas se você não puder assistir, sem problemas, ele fica no ar por 24 horas. Eu não irei marcar um horário certo porque meu filho também está de férias e vou escrever quando der.

Nessa série, você vai ver como me organizo para traçar um plano de escrita, selecionar os referenciais, estabelecer um cronograma e escrever, claro.

Então, o Desafio do Artigo acontecerá de 15 a 25/01, lá no Instagram. Se você quiser me acompanhar e escrever seu artigo também, será muito legal se usar #desafiodoartigo ou #suavidaacademica

 Te espero por lá.

Com amor,
Ju.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Adeus Ano Velho. Feliz Ano Novo!

2017 não foi um ano fácil, mas o blog só tem o que comemorar!

Foram mais de 61.000 visualizações dos eventos da Oficina de Escrita Acadêmica.
6 turmas presenciais no Rio de Janeiro e em Nova Iguaçu.
1 turma online.
10 lives no Instagram, com mais de 600 visualizações.
18.000 leitores no Blog dos quatro cantos do mundo.
7 grupos ativos no Whatsapp, com 130 pessoas.

Incalculáveis porções de AMOR, APOIO e CARINHO.

Que venha 2018 com amor e harmonia.


Gratidão.
Juliana Prata.

domingo, 19 de novembro de 2017

Como manter o foco

Foco é uma palavra muito usada hoje em dia.
Muitas pessoas me perguntam diariamente como podem aumentar seu foco para os estudos e escritas importantes como de monografias, dissertações e teses.
Bem, fórmula pronta não existe. Mas vou compartilhar com vocês um Mapa Mental sobre o assunto.

Arte: Mr. Dhon (meu querido cunhado)

Gostou? Deixe nos comentários sua pergunta, contribuição ou sugestão de temas para o blog.

Ah, e no próximo sábado, 25/11, tem oficina de Escrita Acadêmica das 10 às 14h na Praça Ana Amélia, 9/ 9º andar (Referência Rua Santa Luzia e Santa Casa). Essa oficina é a última do ano. Depois apenas em maio de 2018.
Mais informações pelo whastapp (21) 986563125- Juliana

Gratidão por tudo.
Com amor,
Ju

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Última turma da Oficina de Escrita Acadêmica do ano!

Oie!

A última turma da Oficina de Escrita Acadêmica vem aí. Será no dia 25/11, sábado, das 10 às 14h, na Casa do Estudante do Brasil- Praça Ana Amélia, 9/ 9º andar, centro do Rio.


Serão 20 técnicas organizadas em: leitura e estudos avançados, organização acadêmica e escrita acadêmica. Mapas Mentais, Criptografia Cognitiva, Autorrevisão de Texto Acadêmico com apoio de listas, Técnica Pomodoro, são alguns exemplos das técnicas que vamos compartilhar no dia 25.

A turma seguinte será apenas em maio. Muita gente tem me perguntado e insistido por novas turmas em dezembro e janeiro, mas realmente não será possível.
Nesse período, de dezembro a abril irei me dedicar mais ao lançamento do meu livro "Sua Vida Acadêmica" e o site. Também tenho demandas familiares que não podem mais esperar.

A parte do empreendedorismo feminino que trata do cansaço, ninguém me contou...rs.
É isso, espero que possamos nos ver nessa oficina.
Os planos são levá-la para São Paulo no ano que vem. Vamos ver o que acontece!

Ah, e se você quer uma vaga, me manda um email ou whatsapp: julianaprata.prof@gmail.com / (21) 986563125- Juliana

Gratidão pelo apoio de sempre.
Com amor,
Ju.

Mapas Mentais Acadêmicos- parte 2


Entendendo que os Mapas Mentais são recursos de organização, planejamento e geração de ideias apresentados por Buzan (2009) na década dos anos de 1980, apresento aqui a continuação da adaptação da proposta do autor, modelada para fins acadêmicos.

Partindo dos princípios de imaginação, associação e pensamento radiante, conceitos estes trabalhados por Buzan, tratarei neste texto sobre a aplicação dos Mapas Mentais Acadêmicos na organização e estrutura do processo de escrita acadêmica que venho tendo contato há alguns anos.

Para a finalidade acadêmica, acredito que utilizar a sempre bem vinda Maiêutica é um bom começo. Maiêutica é um princípio filosófico socrático que se baseia na arte de fazer perguntas e de se construir, a partir das perguntas, soluções e problematizações.

Começar perguntando “Qual é o meu objetivo?” já define com mais clareza do que trata determinado Mapa Mental Acadêmico. Seguido da pergunta: “Quais são as submetas e categorias que contribuem para alcançar a discussão apropriada desse objetivo?”.

Fonte: Alexandre Lima


A partir dessa organização inicial, associando ideias correlatas e buscando mais tópicos e subitens, a complexidade que se chega para o desenvolvimento da informação, pode definir os temas dos capítulos, subcapítulos, tópicos de análise, seções e até o assunto dos parágrafos. Mesmo.

É um sistema de organização da informação que pode ser reconstruído a qualquer tempo. Sua função é ordenar as ideias e oferecer mais clareza, num mapeamento sistematizado do projeto acadêmico.

Em minhas experiências compartilhando informação no blog, orientando monografias e oferecendo turmas de técnicas de escrita para a escrita acadêmica, vejo o importante impacto do Mapa Mental no processo de definição de objetivos e de comprometimento com suas escritas pessoais.

A sensação de ter que escrever linearmente, uma ideia após a outra, hierarquicamente, não funciona para muitas pessoas. Não funciona para mim, por exemplo. Quando eu mapeio a informação que quero pesquisar, investigar e desenvolver, me sinto mais livre para abordar tópicos mais soltos, intercalados, sem o compromisso imediato de fechar as ideias ou de partir para as revisões de pequenos fragmentos. Esta última, uma perigosa armadilha que prende muitos pesquisadores, o perfeccionismo. Sair do capítulo um e avançar para o dois, às vezes é mais complexo que iniciar um trabalho acadêmico em si. Falo por experiência.

A importância do Mapa Mental ainda está no campo da clareza. Já tive muitos alunos que achavam que estavam escrevendo sobre um tema, e quando mapearam suas ideias e resultados, estavam de fato discutindo outro. E este que se imaginava ser o ponto central, era de um plano secundário ou mesmo uma ilustração.


Mapas Mentais, sejam eles acadêmicos ou com outra finalidade, expressam autoria, organização, sistematização, processo, e até algum tipo de controle. Estar com uma postura ativa em seu próprio processo de produção de conhecimento é fundamental para uma formação de escritores e pesquisadores com mais consistência, método e clareza de seus processos de composição e criação na ciência.

Por hoje é só pessoal!
Com amor,
Ju.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Oficina de Escrita Acadêmica 28/10

Oi, gente!
Seguem duas fotos da última turma de 28/10.

Ah, a última turma do ano será 25/11, no centro do Rio.
Se interessar, me manda uma mensagem (21) 98656315- Juliana.




Vista linda do Rio antigo e Baía de Guanabara.


Gratidão por todo apoio!
Com amor,

Ju.