segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sobre a escrita de Memoriais

Oie! Tudo bem?
Bem, eu to ótima. Lendo como jamais li. Já estou no "rumo aos 25!" em 2016. O assunto do Mindfulness pra mim ainda é o melhor, mas gestão financeira e produtividade tem tido efeitos drásticos em minha vida. Recomendo!
Vamos lá!

Uma maravilhosa amiga pediu para eu escrever sobre escrita de memorial.

Memorial é um formato específico e menos formal de apresentação de trajetória de vida e/ou profissional bastante pedido para ingresso em cursos avançados e concursos. Eu tenho uma boa experiência com memoriais, mas poderia ser ótima. Estudei sobre isso e reuni alguns apontamentos sobre como fazer um memorial supimpa de excelência (!).

- Insira uma citação bacana que fale sobre contar sua própria história, tecer redes de saber, aprender, construir, olhar para trás, essas coisas... Arruma o texto e causa uma boa impressão. Um trechinho de poesia também é bem chique.

- Coloque-se. Essa é minha dificuldade. Eu não gosto de escrever sobre minha vida pessoal, ainda mais para estranhos/avaliadores. Meu marido se chama Gustavo Lima, entende que eu tenho que me preservar!? Hahahahaha.

 Sério. Escreva um pouco com o coração, conte sua trajetória com alguns elementos emocionais. Conte sua história, mas não apele. Nada do tipo “Preciso entrar nessa pós porque me sinto deprimida e sem foco na vida” Pelamordedeus! Algo como “a busca pelo conhecimento científico é também a busca por mim mesma” ou “a pesquisa me move a ler o mundo com mais sensibilidade”, fica legal. Entendeu a diferença?

- Enumere num Mapa Mental (A-M-O) todos os seus cursos e certificações, com as devidas comprovações. Se o edital pedir, você já copia na exata ordem que aparece citado no seu memorial. Se você fez um curso de telemarketing em 1998 e acha que não tem sentido citá-lo, beleza. Tranquilo e favorável. Escreva apenas sobre o que você acha que faça sentido para o pleito da vaga, ainda que você coloque nas comprovações o certificado de algo que não citou.

- Se você tiver alguma relação com a instituição, por menor que seja, ou mesmo com entidades parceiras, escreva isso no seu memorial. Fiquei sabendo ontem pela presidente da banca de admissão ao meu concurso que se eu tivesse escrito a experiência de uma extensão de 10 anos atrás eu teria ganho mais pontos e credibilidade. E o que eu fiz quando ouvi isso??? Morri, claro. DUhhhhhh! Um dia eu aprendo!!!!

- Faça algo de em média 4 laudas. Seu avaliador quer ter a ideia ampla sobre se sua trajetória combina com a vaga. Não fale sobre suas férias de 2001. Nem sobre a cirurgia que sua tia fez. Aliás, nada de mortes. Nada de doenças. Conte uma vida leve, rs... Você também deve mostrar que vai dar contar do trabalho/estudo. Se sua vida for um caos, pode pegar mal. Deixa para contar depois que você passou.

- Um parágrafo para cada experiência de trabalho ou estudo relevante é uma boa média. Se você achar que algo é muito importante, não faça nada muito maior que três parágrafos.

- Não escreva informalmente, como eu escrevo aqui, por exemplo. Eu tenho um blog, escrevo como se estivesse falando mesmo. Mas memorial é menos formal, o que não significa informal. Use palavras adequadas e nada de trocadilhos.

- No final, escreva na cara de pau que nos horizontes de seu caminho você vê que pode contribuir para a instituição, para a construção de saberes, tecendo fios em prol da sociedade brasileira e outras coisas bonitas que você sabe escrever. Deixe claro que você é super ótimo(a) maravilhoso(a) para a vaga. Que eles vão perder se não te aprovarem. Eu sempre digo que sou maravilhosa, uns acreditam, outros não. Eu tento. J

- E, no caso de arguição sobre o memorial, leia antes. Se você já fez muita coisa na vida, pode se confundir.
- No ato da entrega, leve uma cópia extra. Já aconteceu de uma suplente querer ler também e eu tinha essa carta na manga, quer dizer, na pasta (Ô, Glória!).
- Leva com capinha plástica (pode chover, tá!?) e também coloca o símbolo da instituição na primeira página. Dá credibilidade. Não sabe o símbolo? Procura na net, ser de luz!
- Ah, lê para algum humano. Não ria, eu lia para o meu falecido gato, Jorginho Alessandro. Ele me desprezava, igual minha banca da primeira pós lato (Se vc foi dessa banca, te desejo muita luz pq vc precisa, tá!?). Mas...os humanos bons, podem te dar ideias sobre um fragmento que não está claro. Quando escrevemos sobre nós, corremos risco de atropelarmos episódios importantes academicamente. Leia para um (a) amigo (a) que esteja prestando atenção (!) e ele pode te ajudar.

- Olha ANTES para as necessidades de sua impressora ou ela pode se vingar de vc na hora “H”. E não fale em voz alta que precisa dela naquela semana. Impressoras são sondas alienígenas rancorosas. Eu mando muita luz e amor para a minha (Tá vendo, Priscilla!?)

É isso, espero que esteja legal, PatyStar.
Espero que vcs gostem.
Com amor,

Ju.          

8 comentários:

  1. Amei!!
    Que leveza de texto e clareza de comentários.Fiquei com vontade de escrever um memorial... rs
    Um texto assim, baseado na vivência, mas com embasamento teórico, nos faz refletir que escrever não é um "bicho de sete cabeças".
    É muito bom ter seus textos como referência. Eu só não sei se Jorginho, onde quer que esteja, poderá dizer a mesma coisa. rsrs.
    Beijos!

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    1. É, Jorginho pegou uma fase complicada, rs..
      Obrigada, Raquel pela contribuição!

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  2. Arrasou como sempre! Dá muito prazer em ler seus textos. Parabéns, já pode escrever um livro, está mais do que pronta. Bjs

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  3. Nossa,Juliana!!!
    Que texto maravilhoso de ler!!!
    Sensacional!!!

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  4. Sensacional!
    Suas dicas muito me auxiliaram, amei a produção especial para sua amiga aqui!! Obrigada pelo enorme carinho!!

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