terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Como escrever uma TESE impactante?

Tempo de leitura: 1'02"

Muita gente me pergunta como pode escrever melhor. Eu trabalho com o blog há três anos nesse exercício de aperfeiçoamento da arte da escrita, em especial da escrita acadêmica. Para ajudar a galera, reuni quatro dicas que vão fazer diferença na sua escrita.


1- Leia teses (dissertações, monografias ou artigos) do seu tema de pesquisa.

A leitura vai aumentar seu repertório vocabular e de argumentos a serem trabalhados quando se escreve. A leitura vai ajudar a organizar um estilo comum dos autores da sua área e iluminar os principais pontos conceituais estruturantes, pois quanto mais você lê esse tipo de leitura técnica, mais vai aguçar sua criticidade e modelo mental favorável à sua produção.

2- Estude teses do seu tema ou tema aproximado.

Não basta ler, estude. Faça uma lista de conceitos interessantes, liste as palavras que expressam o que você gostaria de transmitir com seu texto, estude a metodologia, faça anotações, Mapas Mentais, listas, perguntas ao texto, destaque objetivos e compare se os mesmos foram atingidos, leia as conclusões e compare com a introdução para verificar se estão bem interconectadas, enfim...Estude!

3- Estude técnicas de escrita.

Eu ofereço uma oficina com 20 técnicas de escrita acadêmica, organização e produtividade, mas não são apenas essas que existem! Procure uma bibliografia indicativa, leia sobre como se escreve mais e melhor. E se quiser estudar comigo, deixa uma mensagem nos comentários. :) 

4- Estude as teses premiadas.

Essa dica é de ouro! Se você quer criar um modelo mental para escrever uma tese impactante, por que não ler uma tese de alta performance? No site da CAPES, você encontra o as teses premiadas por ano e por segmento de conhecimento. www.capes.gov.br/premiocapesdetese



Essa tese premiada, por exemplo, virou até livro! Ela foi escrita pela Professora Mônica Peregrino, minha eterna orientadora.

É isso por hoje!

Com amor, 
Ju.

Mapas Mentais Acadêmicos- objetivos macro e micro





Mapas Mentais são vida e isso não é novidade aqui!

Utilizo essa forma de diagramação para organizar, planejar e gerar ideias. Essa ferramenta vem sendo desenvolvida desde a década de 80, a partir das pesquisas de Tony Buzan sobre pensamento radial, ideias de ordenação e uso de todo o cérebro na combinação de palavras, cores, desenhos e símbolos.

Trabalho com Mapas Mentais (ou Mapas Conceituais, como preferir) em diferentes frentes: organização do meu mês, semana, perguntas numa consulta médica, perguntas aos terapeutas do meu filho, organização da casa e, claro, organização acadêmica.

Do ponto de vista acadêmico, me concentro em dois pontos: planejar o que quero fazer numa perspectiva macro e micro.

Na macro, penso em objetivos maiores - Nos próximos três anos, quais passos gostaria de dar na minha vida acadêmica?- Com essa pergunta em mente, elejo possíveis cursos, congressos, artigos, grupo de estudos e pesquisas e parcerias. 

A partir daí, faço uma programação reversa. Pensar o que precisa ser feito em dois anos, um ano, seis meses, três meses, um mês, em uma semana e hoje, me dá grande clareza sobre as etapas que gostaria de percorrer para alcançar esse(s) objetivo(s) de três anos. No coach isso é chamado de Road Map.

Num viés micro, penso nos artigos que gostaria de trabalhar nos próximos doze meses. O trabalho intelectual é solitário. Estabelecer metas é uma forma interessante de se automotivar.
Ainda no micro, apontar os temas de cada artigo e organizar as ideias de cada um é uma ferramenta importante na minha produtividade acadêmica.

Para isso, escrevo o tema principal no centro de uma folha de papel e vou relacionando, com palavras apenas, outros conceitos que se relacionam com o tema gerador. Separo por cores, essencialmente. Quanto mais eu trabalhar no planejamento, mais vou ter uma visão clara do artigo e terei uma bússola de orientação para minha escrita, que certamente será mais fluída e com argumentos mais bem posicionados.

Já escreveu seu Mapa Mental? Olha, vale a pena, viu?!
Se você tiver melhores ideias ao longo do processo, reformule-o sem problemas. Planejar é uma atividade muito vantajosa a curto, médio e longo prazo. Sempre falo com meus alunos, cada 30 minutos de planejamento em uma semana, voltam para mim de 4 a 5 horas de tempo livre. E para quem tem vida corrida, sabe o quanto isso é interessante!

Um abraço e gratidão por tudo!
Com amor,
Ju.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Escreva 750 palavras por dia!


Tempo de leitura: 1'28''


Desafios... eles movem a vida. Há algumas semanas conheci um novo desafio: escrever 750 palavras por dia. Fiquei muito motivada ao perceber que 750, que parece muito, de fato, formavam em média duas páginas. E escrever duas páginas por dia quando se quer aperfeiçoar a escrita e se expressar melhor não é tanto assim. E vale muito! Mesmo.

Sim, é possível. Tenho trabalho, casa, criança para cuidar, blog e estudos. Quando eu percebi que esse desafio “caberia” em meu estilo de vida - que seria viável - me empenhei mais ainda. E lá se vão seis semanas.

Escrever todos os dias cria hábito, acelera nosso raciocínio, organização de ideias e ainda aumenta significativamente nossa capacidade criativa.



Pessoas são potências. Escrita é expressão. Quantos de nós queremos escrever e não acreditamos em nossa própria potência pessoal? Escrever todos os dias pode realizar sonhos: escrever aquele romance, cursos, teses, artigos ou mesmo nos conhecermos melhor através da escrita de um diário.

Nessas semanas de escrita, por exemplo, escrevi cinco artigos curtos, diários pessoais, um artigo científico e um curso de produtividade acadêmica. Estou impactada com tal resultado. Em cerca de 50 dias escrevendo com rotina, minha produção escrita disparou. Tem sido muito produtivo e estimulante. O artigo científico que leva para mim cerca de três meses, foi concluído em 13 dias. Baseada nessa nova rotina criei o "Desafio do artigo", um passo a passo de 10 dias para escrita de um artigo acadêmico para os Anais de um Congresso Internacional. Nos próximos posts, vocês podem conferir como imprimi o ritmo de tarefas e executei o planejamento dentro do prazo.

A rotina de estudos, de atividades físicas, de organização ou de escrita, ao contrário do que parece, não nos limita e cristaliza na tomada de decisões. Na verdade, automatizar alguns processos de concentração e atenção, por meio das rotinas, libera nossa criatividade e ainda ganhamos mais tempo ao focar em uma tarefa apenas.

E se você quer conhecer mais o desafio, o endereço é www.750words.com Está em inglês e você registra seus avanços diários e metas e não o conteúdo de sua produção. Você também pode criar os seus próprios desafios, combinar com amigos ou desenvolvê-los individualmente. Criar hábitos coerentes com sua vida te estrutura para buscar seus desejos e viver melhor. Escreva sempre. Escrever é compartilhar.

Com amor,
Ju.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Oficina Online- Últimas Vagas!


Estamos nas últimas vagas! Envie uma mensagem para 55  (21)  986563125 e inscreva-se!

Você gostaria de escrever com mais técnica? Aplicar técnicas de produtividade e ter mais clareza e foco para escrever? Conhecer formas de facilitar a escrita de sua monografia, artigo, dissertação ou tese?

Atendendo a pedidos, estamos abrindo vagas hoje para a  Oficina Online de Escrita Acadêmica, baseada nos pilares de produtividade, gestão do tempo e organização acadêmica.

A oficina é completamente online e vai acontecer nos dias 06 e 07 de fevereiro, das 19:30 às 21:30, na plataforma ZOOM.

Você aprenderá 20 técnicas -que mais de 150 alunos testaram e aprovaram- de escrita e organização acadêmica. Aprenderá como montar um plano de escrita, organizar seu tempo e ser mais produtivo(a).
Receberá uma apostila completa com dicas e técnicas específicas de cada seção do artigo científico, o e-book do blog, planilha de alta performance acadêmica e grupo no Whatsapp para dicas exclusivas por 30 dias.
E como bônus, uma apresentação sobre o uso do Evernote para gerenciamento de notas e material de pesquisa e uma Live no Facebook do blog, com comentários complementares sobre os Mapas Mentais Acadêmicos.

Para maior qualidade de acompanhamento, serão apenas 15 vagas.

Preço da oficina R$ 160,00
Aceitamos depósito bancário e cartões de crédito.

O blog Sua Vida Acadêmica é financiado pelas oficinas de escrita e estamos num momento de expansão. Gratidão por participar desse projeto sendo aluno(a), leitor(a) ou apoiador(a) da ideia.

Para você saber mais sobre quem eu sou, vou colar o link do meu currículo Lattes e postar fotos das últimas turmas presenciais.

Se interessou? Me envia uma mensagem no Whatsapp 55- 
(21) 98656-3125

Com amor,
Juliana Prata.



quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Projetos, metas e tempo: organização para gestores escolares

Oi, gente. O título desse artigo foi o tema da palestra que realizei ontem (30/01/2018) na cidade de Mesquita (RJ). Conversar ontem com um grupo sobre planejamento e organização foi muito legal! Reencontrei muitos amigos e sai de lá com a sensação de dever cumprido.

Eu tenho uma relação emocional muito forte com essa cidade. Trabalhei lá 9 anos. Fiz muitos amigos, estudei muito e aprendi mais ainda. Fui coordenadora pedagógica no Ensino Regular e na Educação de Jovens e Adultos. Minha pesquisa de mestrado foi lá, assim como a monografia de uma das minhas pós-graduações lato sensu. Mesquita sempre significou muito para mim e foi uma honra poder compartilhar saberes.

Fiz uma lista com dicas para gestores de escola e todos que têm uma função estratégica na escola ou  outra instituição. Comunicação clara e gerenciamento das informações são fundamentais para agilizar  processos na escola e até na vida pessoal.



1- Diferencie o que é importante do que é urgente.

     Essa análise simples das tarefas pode ajudar muito na definição das metas e na clareza sobre as demandas.

2- Faça a comunicação circular: use murais informativos, cadernos de comunicação e envie cópias dos emails recebidos para a equipe.

     Uma questão complicada em escolas que tem profissionais que atuam apenas em um turno é o gerenciamento de informações. Tenha o calendário escolar num local visível para os profissionais, avise sobre as demandas externas com a maior antecedência possível, planeje atividades coletivamente e ouça os pares. A escola é um organismo pulsante, cheio de cultura própria e modos de ser, ouvir é importante.

3- Organize-se.


     Tenha uma agenda compartilhada (papel ou aplicativos) da gestão,  monte um quadro mensal de tarefas, faça um uso eficiente do calendário, sempre tenha pauta para reuniões, tenha uma caixa de entrada (local onde se centralizam as informações novas que chegam) e processe essas informações.
     Existem metodologias e ações consagradas de organização e produtividade que podem ajudar muito como Getting Things Done (GTD), Matriz de Eisenhower, Kanban, Listas, Mapas Mentais, Análise de SWOT. Mas isso só tem efeito se for para simplificar processos e não burocratizar mais a vida.

4- Escreva as metas.


    Desde a metade do século XX, pesquisas comprovam que metas escritas têm maior probabilidade de execução. Eu escrevo minhas metas pessoais e também as profissionais. Lembrando que as metas têm de ser palpáveis, possíveis, devem ter dimensão temporal e clareza.
    No coach as metas são construídas a partir da técnica S.M.A.R.T. ( em livre tradução: específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporizáveis)

5- Delegue.


   Delegar nem sempre é fácil, mas necessário. Pensar "qual a pessoa certa para fazer isso?", pode ser um bom começo. E lembre-se: feito é melhor que perfeito, seja flexível e distribua as tarefas.

6- Agilize.


    Agilizar esses processos mais burocratizados e administrativos abre espaço para focar em áreas de grande importância. Numa escola, por exemplo, muito tempo da gestão da unidade é destinado para o administrativo. Acelerando processos, organizando e planejando ações, o foco para o pedagógico- verdadeira razão de ser de uma escola-,  é ajustado e mais efetivo.

E você, tem alguma sugestão para completar essa lista?

Gratidão por tudo.
Com amor,
Ju.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Sobre a escrita

Queridos leitores, apresento a vocês, a mais nova colaboradora do blog: Bethania Bittencourt. Uma pesquisadora muito séria que tem um jeito bom e leve de viver. Bethania foi aluna de uma das oficinas de escrita acadêmica, tem uma página no Instagram [Estudos_viagem_comida] e compartilha hoje com a gente sobre seu processo de escrita.
Vai, Bethania! 
Com amor, 
Ju.

 Tempo de leitura: 1'46''

            Falar sobre o processo de escrita é algo que gosto muito, porque esse não me parece um processo fechado, acabado ou imutável. Escrever é aprimorar-se a cada vez que se produz - seja um artigo, um texto, uma poesia, um relato, etc.


            O meu processo de escrita não é muito um passo a passo, mas envolve tempo, pesquisa e muitas consultas e leituras. Eu vou escrevendo de forma livre, apontando ideias, dados, debatendo com a teoria, algo que talvez somente eu entenda. Depois eu reviso e reviso várias e várias vezes, melhoro os termos, substituo palavras, observo se as frases estão com o sentido que eu quero que elas tenham, se elas carregam a mensagem que eu pretendo transmitir. Essas revisões incluem também um cuidado de observar se o texto está coerente, organizado, equilibrado e, principalmente, se há problematização ou se meu texto é apenas uma compilação de ideias e citações de outros autores que coadunam comigo. Problematizo expondo as minhas impressões, com o cuidado de não prescrever, dialogando e levantando possibilidades, complexidades e problemas sobre. Cada vez que escrevo percebo que melhoro um pouco mais, então, para mim, a prática ajuda muito. 

            Problematizar era um problema para mim. Inicialmente, meus textos eram demasiadamente prescritivos e legalistas. Minha orientadora apontava isso frequentemente e me auxiliava (e auxilia) a evitar. Acredito, que quando se escreve não se pode estar alheio ao que já abordado sobre o assunto, seja o que harmoniza com a pesquisa como aquilo que a contrapõe. Por outro lado, há de se ter cuidado para não “anular-se” nessa escrita, produzindo apenas uma junção de tudo o que já foi dito sobre, como diz a Juliana Prata, um computador pode fazer isso! Uma professora do mestrado diz que há alunos que não escrevem um parágrafo completo sem fazer uma citação.  Desenvolver as ideias e uma discussão sobre o assunto é óbvio e essencial, mas não foi para mim, aliás essa foi a minha maior dificuldade.

            Algumas técnicas me ajudaram a desenvolver o foco na escrita – sim, quando sentamos para escrever aparece um monte de distração. A técnica Pomodoro é a que mais utilizo para focar no tempo de concentração. O método Cornel ajuda no fichamento dos textos lidos e a identificar as suas principais ideias dos textos e livros que leio. Dicionário de sinônimos por perto também colabora muito na substituição das palavras: reduzir as repetidas, melhorar outras.

            Pode parecer que os trabalhos que lemos foram construídos de uma única vez, mas, assim como os nossos, são revisados várias vezes, há partes que são retiradas, outras são que são mais elaboradas, enfim. Logo, a escrita pode começar de forma mais “artesanal” e, conforme as edições e revisões, tomar forma.

            Por fim, para facilitar no processo, eu busco focar naquilo que vou produzir. Isso significa analisar os eixos dos eventos para ver se realmente se afinam com o campo de pesquisa. Caso contrário, pode ser se aventurar em assuntos que não dominamos ou não temos literatura.

Boas leituras, boas pesquisas e boas escritas!





 Bethania Bittencourt Costa e Silva
Mestranda em Educação UFRJ, pesquisa orientação pedagógica e gestão democrática. Atua como orientadora/ coordenadora pedagógica em redes públicas municipais da Baixada Fluminense.  Mãe, esposa, filha. Apaixonada por livros, viagens e pela pesquisa.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Notas sobre a produtividade acadêmica

[Tempo de leitura: 1'20'']

Olá, pessoal. A convite da Juliana venho contribuir com as discussões relacionadas a minha, a sua, e a nossa vida acadêmica! Experiências sobre a vida acadêmica eu entendo. Estou desde 2007 em formação. Emendar graduação com mestrado e o mestrado com o doutorado foi uma opção que não aconselho a ninguém a fazer. Como o foco de hoje é outro podemos conversar sobre esse tema em um outro momento. Durante minha rotina de estudos e pesquisa JAMAIS abdiquei de fazer aquilo que gosto: ler literaturas, viajar, ficar de bobeira e cultivar o ócio. Ah, não posso esquecer das demandas de trabalho e da vida profissional para além da academia. Raras vezes queimei ou pedi extensão de prazo para entrega de algo.

                                                                                       Fonte: Google

            Aí vem a pergunta. É possível produzir um trabalho acadêmico sem deixar de lado as atividades que gostamos de realizar? Sim! Para isso as técnicas de estudo e autogerenciamento estão aí. Sempre defendi que a produção de um trabalho acadêmico requer mais que o saber especializado. É muito importante que o pesquisador em formação (e até mesmo os já formados) tenha contato com coisas diferentes do que ele vivencia no seu cotidiano de produção e leituras. Quando estabelecemos contato com outros assuntos, frequentamos outros espaços, lemos outras coisas que nada tem haver com nossa pesquisa, quando estabelecemos a manutenção de atividades prazerosas, possibilitamos que nossa capacidade criativa seja ampliada.

            Ser criativo é uma demanda de grande importância para a vida profissional e acadêmica. Ser criativo é pensar em possibilidades para solucionar aquele problema de pesquisa; é encontrar meio cabível para o uso de determinado referencial teórico e metodológico com os dados a ser sistematizados; é ser capaz de elaborar hipóteses para os problemas da pesquisa; é estabelecer questionamentos objetivos e inovadores. Vale lembrar que o conceito de genialidade é questionável já que todos somos capazes de muito mais que pensamos ser. Criatividade não é um “dom” que alguns poucos possuem. Todos temos capacidade para sermos criativos mas para isso é necessário criar hábitos e praticar.

Criar uma agenda de tarefas é fundamental para isso. Reserve pelo menos um momento do seu dia para fazer aquilo que você mais gosta. Experimente e compartilhe conosco os benefícios que a adoção dessa estratégia para o aguçamento da criatividade possibilitou. Para uma vida acadêmica saudável é necessário respirar outros ares, experimentar outros sabores, vivenciar outras experiências.

Vinicius Monção
www.viniciusmoncao.com