sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sobre bons argumentos



Essa semana estive no grupo de pesquisa e, junto com duas colegas, apresentamos um texto muito bacana de Antropologia. Uma das temáticas era umbanda e uma das colegas que é estrangeira, nunca tinha ouvido falar de nada parecido. Eu e minha outra parceira, durante o planejamento do trabalho, tivemos que fazer uma narrativa simples sobre o tema. Conforme íamos montando um cenário e explicando algumas ocupações que conhecíamos, fiquei pensando nessa construção de argumentos, na fala e na linguagem. Todos nós queremos falar bem, sempre. Isso é um problema e uma solução. Um problema porque todos querem falar e ninguém quer ouvir. Minhas últimas participações em comunicações científicas tem me decepcionado muito. Em nome do lattes, muito se fala, pouco se ouve, nada se troca. Mas, tem o lado da solução, por meio da fala, falamos...rs. SIMPLES. Maravilhoso! Expressão da vida!
 Falar sobre o que a colega não sabia foi mole, mas falar sobre um assunto que o grupo domina é difícil. E quando todos estão falando sobre um mesmo texto, ou seja, um assunto definido e enquadrado? Eu sempre ficava muito no óbvio e achava o máximo quem conseguia pegar um parágrafo e fazer uma analogia com outro autor, obra ou notícia. Mas isso deve ser feito com cuidado, para não ser chato.
- O assunto é Cidadania, um texto definido previamente que todos leram. Uma pessoa dá o pontapé inicial sobre a leitura e você fica pensando “ai, era isso que eu ia falar”, “putz, estão roubando minhas ideias”... e aí, acabou a aula, o semestre, a faculdade e você nunca fala nada, nunca. Tipo eu... NO PASSADO!
Durante uma aula, explanação, apresentação, ninguém quer falar besteira. Quer dizer, ninguém tem essa intenção, eu acho. Se você é assim, gente boa que nem eu (hehehe) que quer falar umas coisas legais e produtivas, essas dicas são para você:

Seus problemas acabaram!
1- Leia e entenda. Leia com atenção e procurando os argumentos. Leia novamente. “Li rapidinho, só as partes mais importantes...” Não seja ridículo (a), leia! O problema do mundo é a falta de AMOR e Intepretação TAMBÉM!!!
2- Leia o texto e procure dados do autor e da obra no Scholar Google, já é um assunto correlato e consistente. Procure falar sobre isso bem no início da explanação;
3- Ao ler o texto, faça um mapa mental (S2) [MEU QUERIDINHO nos registros]. Dessa forma você tem exatamente o formato do texto e pode falar sobre isso. Algo como, o autor separa o assunto em três grupos e argumenta que... Olha, isso faz sucesso, viu! Você é capaz de olhar o texto de cima, numa outra perspectiva de análise.
4- Claro que você deve treinar, com cobaias humanas ou no espelho. Como eu já disse antes, isso reduz as chances de vergonha generalizada.
5- Leve seu texto consigo, caso algum engraçadinho pergunte a página sobre a qual você falou na sua explanação digna de discurso na ONU. (Esperança, minha gente)
6- Durante sua leitura, escreva num cantinho da folha, frases ou autores que você poderia citar. Se ainda não se sentir preparado para uma boa inferência, ao menos você está se exercitando para um futuro próximo (Tenha fé). Planejamento é tudo. Eu sou lenta, minhas boas ideias nunca nascem na hora. Elas são amadurecidas. Planeje, então.
7- Esteja atento(a) ao momento presente. Esteja realmente naquele lugar, mostre interesse ao seu corpo. Se incline, faça expressões de entendimento. Deixe claro para seu corpo que você está prestando atenção. Isso ajuda o cérebro a despertar e encarar o momento com seriedade. E sem contar que a energia da conversa intencional te leva a chegar a boas ideias. Abaixa a cabeça só para ver o que te acontece, coisa linda!

Era isso que eu queria falar hoje.
Estive muito ocupada em um programa incrível de meditação online e acabei esquecendo um pouco o blog. Quando eu tiver outra coisa legal para dizer eu te falo.
Com amor,
Ju.


2 comentários:

  1. Legal, não sabia que você tinha um blogue. É uma boa maneira de estudar um texto e compreender um discurso, o único problema é quando seu orientador te da 500 páginas pra ler em um dia kkkk. Um abraço!

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  2. É, Denis...Isso é um pesadelo..rsss

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